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Governadores e senadores lançam críticas ao governo do Brasil por ter aceitado receber a Copa América

Este artigo tem mais de 6 meses

O crescimento da pandemia na Argentina levou ao cancelamento do torneio no país. Jair Bolsonaro aceitou rapidamente receber a prova, mas governadores e senadores já se manifestaram contra.

epa08294895 General view of the Maracana without fans during the game between Flamengo Vs. Portuguesa for the Rio de Janeiro soccer championship, in the empty Maracana stadium, in Rio de Janeiro, Brazil, 14 March 2020. The soccer matches scheduled for today and tomorrow in most Brazilian stadiums, including Rio de Janeiro and Sao Paulo, will be behind closed doors, over fears that large public gatherings will facilitate the expansion of the coronavirus in Brazil.  EPA/Antonio Lacerda
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O estádio do Maracanã foi apontado como o estádio para receber a final, mas gestores dizem não ter sido contactados

Antonio Lacerda/EPA

O estádio do Maracanã foi apontado como o estádio para receber a final, mas gestores dizem não ter sido contactados

Antonio Lacerda/EPA

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou, esta segunda-feira, que a organização da Copa América 2020, que arranca em 13 de junho, foi atribuída ao Brasil, após a desistência da Argentina devido à pandemia Covid-19. A Colômbia, coorganizador da prova, já tinha desistido devido aos protestos violentos no país.

“A Copa América de 2021 será jogada no Brasil. As datas de início e final [10 de julho] do torneio estão confirmadas. As sedes e a tabela serão informadas pela Conmebol nas próximas horas. O torneio de seleções mais antigo do mundo fará vibrar todo o continente”, pode ler-se numa publicação na rede social Twitter da confederação.

No entanto, encontrar cidades que queiram receber os jogos pode ser mais difícil do que a publicação da Conmebol deixa transparecer. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, já deixou claro que não vai autorizar que a região receba os jogos da prova, justificando que os números da pandemia inviabilizam a proposta, noticiou a Globo Esporte.

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O Governo de Pernambuco monitora, de forma permanente, por meio do Gabinete de Enfrentamento à Covid-19, os indicadores da doença no Estado. Nas últimas semanas, foi identificada uma nova aceleração dos casos, que motivou novas medidas restritivas no Agreste e na Região Metropolitana”, lê-se na nota de imprensa do governador. “Apesar de ainda não ter sido procurado oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Governo do Estado reforça que o atual cenário epidemiológico não permite a realização de evento do porte da Copa América no território de Pernambuco.”

Além do Arena de Pernambuco (em São Lourenço da Mata, na região metropolitana de Recife), também Mané Garrincha em Brasília e Arena das Dunas em Natal (Rio Grande do Norte), estavam na lista das possibilidades. O ESPN.com.br disse que outra das possibilidade foi o Arena da Amazónia, em Manaus, mas foi descartado por uma questão política: o impacto que a pandemia já teve na região.

Outras cidades desejadas são o Rio de Janeiro e São Paulo, revelou o ESPN.com.br. João Dória, governador de São Paulo, anunciou em comunicado de imprensa que “não fará objeção caso a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) defina São Paulo como um dos locais de jogos da Copa América, desde que os protocolos do Plano São Paulo sejam obedecidos”.

O Plano de São Paulo implica que os jogos decorram sem adeptos e que os jogadores e comissões técnicas sejam testados periodicamente, noticiou a Globo. A Bahia, a admitir jogos da Copa América, também serão sem adeptos. Os gestores do Maracanã (Rio de Janeiro), por sua vez, dizem não ter sido contactados sobre a possibilidade de o estádio receber a final, noticiou a CNN Brasil.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao combate à pandemia também critica a decisão. “Escárnio”, “deboche”, “insanidade” foram algumas das reações dos senadores à decisão do governo brasileiro, que apelam aos governadores que rejeitem, segundo a Globo.

Com mais de 462 mil mortes, sediar a Copa América é um campeonato da morte. Sindicato de negacionistas: governo, Conmebol e CBF. As ofertas de vacinas mofaram em gavetas mas o ok para o torneio foi ágil. Escárnio”, disse o relator da CPI Renan Calheiros, citado pela Globo.

Contratempos da Copa América: do adiamento por um ano à mudança de país a duas semanas da prova

O primeiro contratempo para a prova aconteceu no ano passado, com a 47.ª edição da Copa América, que deveria ter-se disputado numa organização conjunta entre Colômbia e Argentina, a ser adiada por um ano. Já este ano, como consequência da evolução da pandemia na América do Sul, as equipas convidadas, Austrália e Qatar, desistiram de estar presentes e a Conmebol ainda não encontrou equipas que as pudessem substituir.

Depois, a 21 de maio de 2021, a organização da Copa América foi retirada à Colômbia, com base no agravamento da pandemia no país e das tensões sociais, que já provocaram cerca de 40 mortos e de mais de 1.700 feridos. Isto, depois de a Conmebol ter rejeitado um pedido do governo colombiano para adiar a competição.

Por razões relacionadas ao calendário internacional de competições e à logística do torneio, resulta impossível mudar a Copa América 2021 para o mês de novembro”, disse a confederação em comunicado oficial.

Agora, a duas semanas do início da competição, a Conmebol considera “que, dadas as atuais circunstâncias, foi decidido suspender a organização da Copa América na Argentina”.

No domingo, a ministra da Saúde argentina, Carla Vizzotti, tinha já admitido que a realização da Copa América no país não estava “100% definida”. Na quarta-feira, o Governo argentino apresentou à Conmebol “os rígidos” protocolos de saúde para a realização da Copa América no país, que desde abril tem observado um aumento no número de casos de Covid-19. A confederação anunciou esta segunda-feira que o país não tinha condições para realizar a prova.

A oferta dos Estados Unidos foi recusada e o Chile e o Paraguai pareciam as alternativas mais prováveis, mas o Brasil acabou por ser o país selecionado. No Twitter, a Conmebol “agradece ao presidente Jair Bolsonaro e sua equipa, assim como à Confederação Brasileira de Futebol”. Bolsonaro tem negado a gravidade da pandemia desde o início e mesmo depois de também ele ter sido infetado.

Brasil é o país sul-americano com maior números de infeções e mortes desde o início da pandemia

A Copa América vai assim ser disputada no Brasil, dentro das datas previstas, apesar de o país também não ter a pandemia de Covid-19 controlada. Muito pelo contrário, está à beira de uma terceira onda, mais grave que as anteriores, escreveu o jornal El País Brasil, citando especialistas. O Brasil já identificou a variante indiana no país e os meses de junho e julho — quando se realiza a prova — podem ser particularmente críticos, refere o jornal.

Vamos dizer o seguinte, que é menos…. Não é que seja mais seguro, é menos risco. Não é mais. É menos. O risco continua”, disse vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, aos jornalistas à saída do Palácio do Planalto, citado pela Globo. “Não tendo público, não é problema. É só dividir bem essas sedes e acabou.”

No passado dia 30 de maio (um domingo), o Brasil registou mais de 43 mil casos de infeção com SARS-CoV-2, enquanto a Argentina e a Colômbia menos de metade. Mas quando se avaliam os novos casos pela média dos últimos sete dias e por milhão de habitantes, a Argentina surge numa situação pior, com mais de 676, contra os 493 na Colômbia e 290 no Brasil.

Já em relação ao número de mortes por Covid-19, de acordo com a média dos últimos sete dias, no dia 30 de maio foram contabilizadas 1.837 no Brasil, 508 na Colômbia e 485 na Argentina. Quando avaliadas por milhão de habitantes, todos os países registaram perto de 10 mortes por milhão de habitantes: 8,64 no Brasil, 9,99 na Colômbia e 10,72 na Argentina.

O Brasil já distribuiu muito mais vacinas pela população, mas tal como a Argentina tem cerca de 20% da população com, pelo menos, a primeira dose da vacina contra Covid-19. Já a Colômbia tem pouco mais de 12%.

O Brasil continua a ser o terceiro país que registou mais casos de infeção com SARS-CoV-2 em todo o mundo (16,52 milhões), depois dos Estados Unidos e Índia. O Brasil é também o segundo país, depois dos Estados Unidos, que registou mais mortes por Covid-19 (quase 462 mil).

Internautas apresentam nova mascote para a Copa América no Brasil

As reações nas redes sociais não se fizeram esperar: há quem defenda que a prova se realize no Brasil, há quem seja totalmente contra e há quem tenha aproveitado para comentar a decisão com humor — a começar com a apresentação de uma potencial nova mascote para o torneio.

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