Os números variam consoante a fonte, mas não o suficiente para alterar o essencial: morreu Zionnghaka, o homem que era, muito provavelmente, o chefe da família mais numerosa do planeta. Aos 76 anos, o líder espiritual de uma seita que abraçava a poligamia deixa para trás 38 mulheres, 89 filhos e 36 netos. Ou, 39 viúvas, 94 filhos, 33 netos e 1 bisneto, dependendo da fonte.

Na própria notícia oficial da sua morte, publicada no Twitter pelo chefe do governo da província de Mizoram, no leste da Índia, onde a casa de família de Zionnghaka se tornou atração turística, e os números da publicação não batem certo com os que surgem na foto do mesmo post.

Sejam 163 ou 167 membros da família, a que ainda se somam as noras e genros, quase todos a viver na mesma casa, tudo aponta para que o recorde fosse seu, embora haja outros que reclamam o mesmo título. Fica a dúvida, já que o livro de recordes do Guinness não inclui esta categoria.

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Segundo a agência Reuters, a família vive num edifício de quatro andares e com mais de 100 quartos, numa vila remota de Mizoram.

Todas as mulheres continuaram a viver com Zionnghaka — ou Ziona Chana, como os media ocidentais traduzem o seu nome —, havendo sempre 7 ou 8 que passavam o dia ao seu lado. Em 2011, numa entrevista à Reuters, o indiano disse que queria continuar a aumentar a família: “Tenho tantas pessoas para cuidar que me considero um homem de sorte.”

O líder da seita cristã Chana páwl, criada em 1942, sofria de diabetes e a sua saúde deteriorou-se nos últimos dias, segundo a imprensa local, acabando por morrer no domingo.