Foi dia “P”: dia de Patrícia e dia de medalha de prata. O salto de 15,01 metros deu a Portugal mais um pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio, depois do bronze de Jorge Fonseca, no judo. Mas não foi só dia de medalhas. Houve marcas que ficaram a muito pouco da medalha e mais atletas que disseram “adeus” a Tóquio. Recordemos aqui o esforço de todos os portugueses no dia nove das olimpíadas nipónicas.

Patrícia Mamona (triplo salto)

Um, pé coxinho, dois, areia, recorde nacional e medalha de prata nos Jogos Olímpicos. Não há muito mais a dizer sobre a prestação de Patrícia Mamona na final do triplo salto. Sendo inegável que a campeã Rojas é de outra galáxia (bateu o recorde do mundo no último ensaio), a portuguesa foi um dos grandes destaques do dia, mostrando que, para os atletas portugueses, parar de tentar e sonhar não existe.

Concentração, confiança e dois sorrisos até à explosão: como a máquina Patrícia conquistou a prata a bater o recorde em 35 centímetros

Portugal-Japão (Andebol)

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Não há parar de sonhar, nem de tentar, mas por vezes os obstáculos são densos. Que o diga a equipa de andebol nacional, cujo primeiro sonho era chegar aos Jogos de Tóquio. Esse, foi cumprido. Mas, esta madrugada, frente à equipa da casa, Portugal perdeu por 31-30 e falhou a fase seguinte do torneio de andebol masculino.

Auriol Dongmo (Lançamento do peso feminino)

Auriol deu tudo e no fim as suas lágrimas eram o retrato de algo que é por vezes muito difícil aceitar nos Jogos Olímpicos: ficar quase, mas mesmo quase, quase, quase, muito perto, mas não conseguir. O quarto lugar de Auriol Dongmo, a cinco centímetros da medalha de bronze, e a reação atleta mostram o desânimo de quem queria mais — e promete lutar por mais — na hora da despedida.

A única promessa que Auriol fez foi ter fé no seu trabalho. Não chegou. “Este é o pior lugar, a coisa mais horrível da minha vida…”

João Monteiro, Marcos Freitas e Tiago Apolónia (Oitavos de final do torneio masculino por equipas de Ténis de Mesa)

Não era impossível, nunca é, até porque em 2014 Portugal sagrou-se campeão da Europa de ténis de mesa frente à Alemanha, a poderosa Alemanha. Mas, este domingo, o favoritismo teórico fez-se sentir na mesa, com Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Monteiro a perderem por 3-0. Os germânicos, com craques como Boll ou Ovtcharov, não deram hipótese à equipa portuguesa que, garantidamente, é uma das mais competitivas do mundo e era nona cabeça de série do torneio olímpico. Já não é pouco.

Diogo Costa e Pedro Costa (vela)

Os irmãos Diogo Costa e Pedro Costa não desistem, apesar de terem caído para o 13.º posto na classe 470 de vela. A dupla foi 10.ª na sétima regata, primeira do dia, e, depois, 16.º colocada na oitava, o resultado que passam a ocupar na classificação geral. Os “manos” Costa estão mais longe da corrida pelas medalhas, marcada para quarta-feira. Mas enquanto houver vento, há esperança. Esta segunda-feira, às 14h35 locais (06h35 em Lisboa), cumprem-se as nona e décima regatas.

Ricardo dos Santos (400 metros masculinos)

Uma prestação modesta na estreia olímpica, a de Ricardo dos Santos, atleta do Benfica de 26 anos, que terminou a primeira série de qualificação para os 400 metros no sétimo lugar, com o tempo de 46,83 segundos. Acabou por ficar longe do recorde nacional, que é seu: 45,14 segundos, alcançados em Berlim, a 10 de agosto de 2018.