As razões para a detenção ainda não estão claras, segundo a imprensa espanhola, mas é certo que o dissidente cubano Guillermo Fariñas, prémio Sakharov do Parlamento Europeu, foi detido esta quarta-feira, em casa, na cidade de Santa Clara, a 280 quilómetros da capital, Havana.

A agência EFE cita Alicia Hernández, mãe de Guillermo Fariñas, que não sabe onde está o filho, após a detenção. A conta do dissidente cubano no Twitter indica também que “se desconhece o paradeiro de Coco Fariñas”, depois de “detido às 9h da manhã [hora local] na sua casa pelas autoridades castristas”.

Não é a primeira vez que Guillermo Fariñas é detido em Cuba. Aconteceu também em fevereiro do ano passado, durante quatro dias. Acabou libertado sem qualquer acusação, mas ficou impedido de viajar para a Europa.

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O jornalista e psicólogo lidera, aos 59 anos, a Frente Antitotalitária Unida (Fantu), que está ilegalizada pelo regime de Miguel Díaz-Canel. Fariñas é conhecido, nomeadamente, pelas inúmeras greves de fome que levou a cabo, em protesto contra a ditadura cubana. A última delas, em 2016, durou quase dois meses.