Treze jogos, 12 derrotas, um empate. Dez golos marcados, 33 sofridos. Era este o cartão de visita com que o Sporting chegava a Dortmund, com um histórico onde o único jogo que ainda se “safou” foi um empate em Munique com o Bayern em 2006 que até teve uma bola na trave de João Moutinho na parte final. Agora, a derrota pela margem mínima diante do Borussia foi quase a confirmação de uma inevitabilidade mas a forma como tudo aconteceu, tendo como contexto a goleada sofrida diante do Ajax, deixou outros sinais.

Amorim não perdeu pelas suas ideias mas com as suas ideias. Essa é a sua vitória (a crónica do B. Dortmund-Sporting)

Desde que existem oitavos de final, em 2005/06, apenas oito equipas não somaram pontos nos dois jogos iniciais e conseguiram ainda a qualificação para os oitavos – sendo que, no caso do Sporting, tinha sempre feito pelo menos um ponto nas duas rondas inaugurais. No entanto, e como frisou Rúben Amorim na análise ao encontro, esta foi apenas mais uma etapa de um longo caminho de uma equipa que não era tão má como se disse após a goleada sofrida diante do Ajax mas que quer mais do que “vitórias morais” como teve agora na Alemanha. E é nesse sentido que a equipa vai caminhando, a ganhar experiência.

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“Arriscámos mais no fim mas depois de um resultado anormal tivemos um bom comportamento podendo ser melhores. Podíamos ter marcado logo no início do jogo, tivemos oportunidades em certas saídas em que podíamos ter outra capacidade mas não posso dizer nada aos jogadores. Trabalharam muito, cumpriram o plano de jogo mas falta-nos peso nesta competição, falta experiência nas competições europeias e vamos ganhar no futuro”, começou por dizer o treinador leonino na flash interview da Eleven Sports.

Sete meses depois, o Sporting voltou a ficar em branco num encontro oficial (o último jogo tinha sido no Dragão frente ao FC Porto, neste caso um nulo) e somou a segunda derrota da época em dez encontros, quase tantas como nas 42 partidas disputadas na última temporada onde não foi às provas europeias.

“Ganhar uma equipa depois do que se passou com o Ajax? Não chega, não chega e nós sabemos disso e que temos um longo caminho a percorrer para ganhar experiência, para ganhar dinheiro, para não vender os melhores jogadores e começamos a olhar para ao futuro e temos de ter muita paciência e calma porque vai demorar muito tempo. E não estou a falar do treinador, mude-se ou não o treinador, olhando para as equipas portuguesas e principalmente para o Sporting não chega e quando acabam estes jogos temos a sensação que falta um bocadinho mais, que é normal porque falta experiência mas temos muito para construir e temos de olhar para isso. Empatando aqui, não seríamos uma melhor equipa. É olhar como fizemos a seguir ao Ajax, nem tudo está mal mas não chega, queremos mais”, salientou.

“Não estamos em momento do clube nem da equipa de fazer contas, é competir, jogar bem, queremos ganhar o próximo jogo como provámos aqui e vamos provar em Lisboa sabendo que as outras equipas têm mais experiência. Vamos apanhar rapidamente o ritmo. Os adeptos têm sido um exemplo, pelo que fizeram na época passada, ganharam o jogo na semana passada, estiveram aqui em peso e, mais do que o resultado, queremos mostrar a equipa que somos para que os nossos adeptos tenham orgulho em ser sportinguistas e é isso que vamos fazer em todas as jornadas”, concluiu Rúben Amorim.