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Um dos candidatos pelo Chega às últimas autárquicas, na junta de freguesia da Póvoa de S. Miguel, em Moura, foi detido pela Policia Judiciária este sábado, por ser suspeito de ter efetuado disparos contra uma família sueca — um casal com sete filhos entre os três meses e os 11 anos. O crime aconteceu há uma semana, a 8 de outubro, e em comunicado a PJ diz que a agressão aconteceu na sequência de uma discussão “aparentemente determinada por ódio racial”. Ventura já está em Moura e reagiu através de um vídeo a garantir que o partido “em nada advoga o ódio racial. O que queremos é que as minorias tenham de cumprir as mesmas regras que a maioria.”

O Diário de Notícias, que avançou a ligação do suspeito ao partido Chega, acrescenta que o homem é “um conhecido comerciante da região”. Segundo o comunicado da Polícia Judiciária, os tiros foram disparados contra o “veículo de passageiros, adaptado a caravana, onde seguiam” na sequência da discussão com o homem da família.

“O suspeito perseguiu a viatura onde seguiam as vítimas, executando o crime assim que se mostrou oportunidade”, explica a PJ. E, depois de ter disparado, o homem fugiu do local e ainda se “esforçou por ocultar das autoridades objetivos e veículos utilizados” que foram depois recolhidos durante o trabalho de investigação da Polícia Judiciária.

Ainda assim, o homem não foi sujeito a prisão preventiva depois de ter sido presente a juiz.

André Ventura, que está em Moura onde esta tarde tomou posse como deputado municipal diz que o partido é “completamente contra quaisquer crimes que envolvam atentados contra a vida humana, contra a vida ou a integridade física de terceiros”.

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“O Chega, os militantes, dirigentes, programa, em nada advogam o ódio racial. O que queremos é que as minorias tenham de cumprir as mesmas regras que a maioria, nada nos move contra as minorias. Ninguém pode atuar em nome do Chega com violência. O que o Chega defende é que as minorias têm de cumprir as mesmas regras e não têm cumprido em Portugal”, afirma o líder do partido que acrescenta que “a vida humana é sagrada” e que é isso que o partido vai “defender até ao fim”.

Artigo atualizado com a reação de André Ventura