O social-democrata Carlos Moedas toma posse como presidente da Câmara Municipal de Lisboa esta segunda-feira, após três semanas da vitória sem maioria absoluta nas autárquicas de setembro, em que conseguiu derrotar a candidatura do presidente cessante, o socialista Fernando Medina.

A cerimónia de instalação e posse do presidente e dos vereadores, bem como dos deputados municipais eleitos para a Assembleia Municipal e dos presidentes de Juntas de Freguesia (deputados municipais por inerência), vai decorrer pelas 17h00, na Praça do Município.

Na semana passada, numa carta dirigida ao presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, José Maximiano Leitão, a que a Lusa teve acesso, Fernando Medina renunciou ao cargo de vereador: “Julgo que é esta a solução que melhor serve os interesses da cidade, o funcionamento das reuniões do executivo da autarquia e a capacidade de a oposição camarária se concentrar no futuro e não no passado”.

Medina renuncia a lugar de vereador. PS disponível para negociar caso a caso com Moedas

Carlos Moedas foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa pela coligação “Novos Tempos” (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que conseguiu 34,25% dos votos, retirando a autarquia ao PS, que liderou o executivo autárquico da capital nos últimos 14 anos.

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Fernando Medina tinha-se recandidatado pela coligação “Mais Lisboa” (PS/Livre).

Segundo os resultados oficiais ainda provisórios, a coligação “Novos Tempos” conseguiu sete vereadores, com 34,25% dos votos (83.121 votos); a coligação “Mais Lisboa” obteve também sete vereadores, com 33,3% (80.822 votos); a CDU (PCP/PEV) dois, com 10,52% (25.528 votos); e o BE conseguiu um mandato, com 6,21% (15.063).

Da lista encabeçada pelo ex-comissário europeu Carlos Moedas foram eleitos vereadores Filipe Anacoreta Correia (presidente do Conselho Geral do CDS-PP), Joana Castro e Almeida (urbanista que vai assumir o pelouro do Urbanismo), Filipa Roseta (que é deputada do PSD na Assembleia da República), Diogo Moura (CDS-PP), Ângelo Pereira (presidente da Distrital de Lisboa do PSD) e Laurinda Alves (jornalista).

Da coligação “Mais Lisboa” foram eleitos para a vereação do município Fernando Medina; a arquiteta Inês Lobo; o vice-presidente cessante da Câmara, João Paulo Saraiva, que tinha como pelouros Finanças, Recursos Humanos, Manutenção e Obras Municipais; a presidente da Lisboa Ocidental SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana, Inês Ucha; Rui Tavares, que foi um dos fundadores do partido político Livre; a vereadora cessante com os pelouros da Habitação e do Desenvolvimento Local, Paula Marques, que foi eleita como independente pelo Movimento Cidadãos por Lisboa; e o vereador cessante da Mobilidade, Segurança, Economia, Inovação e Proteção Civil, Miguel Gaspar.

Com a renúncia de Fernando Medina à vereação no mandato 2021-2025, o 8.º nome na lista da candidatura “Mais Lisboa” pode integrar o executivo — Inês de Drummond, presidente da Junta de Freguesia de Benfica entre 2009 e 2020 e, desde fevereiro de 2020, assessora no gabinete do presidente cessante da Câmara Municipal de Lisboa.

Os dois vereadores eleitos da CDU são João Ferreira e Ana Jara, ambos vereadores no mandato 2017-2021, e a vereadora eleita do BE é Beatriz Gomes Dias.

No mandato que agora termina, o executivo foi composto por oito eleitos pelo PS (incluindo dos Cidadãos por Lisboa e do Lisboa é muita gente), um do BE (com um acordo de governação com o PS), quatro do CDS-PP, dois do PSD e dois da CDU.

Nos últimos 31 anos o PS governou a Câmara de Lisboa 26 anos e os sociais-democratas assumiram a presidência do município durante outros cinco.