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Um terço das greves são anunciadas e marcadas durante os meses em que o Governo e os partidos negoceiam e discutem o Orçamento do Estado (OE) para o ano seguinte.

A contabilização é feita pelo Jornal de Notícias, que nota ainda este sábado que os pré-avisos de greve se concentram mais neste período no setor da Administração Pública.

O coordenador da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Sebastião Santana, assume mesmo ao JN que “a ideia das greves nesta altura visa condicionar o Governo e a discussão no Parlamento” e nota que o dia para o qual foi marcada a próxima greve da função pública — dia 12 de novembro — “não foi escolhido ao acaso, é o último dia para os partidos apresentarem propostas de alteração ao OE”.

Sendo uma fase em que o Governo toma decisões sobre as condições de trabalho na Administração Pública em vigor no ano seguinte — entre outras coisas, é a altura em que decide a atualização anual de salários —, os pré-avisos e anúncios de greve servem como forma de “pressão” ao executivo, assumem outros sindicalistas ouvidos pelo diário.

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