“Não vamos enviar para a Ucrânia sistemas de mísseis que poderiam atingir a Rússia”. Há um ano, a posição do Presidente dos Estados Unidos sobre o pedido de Kiev para serem fornecidos mísseis de maior alcance era clara: não iria acontecer. Mas Washington parece ter reconsiderado, após os múltiplos apelos das autoridades ucranianas para que fossem enviados os mísseis ATACMS. Em junho deste ano, os EUA assumiam que continuavam a rever a sua assistência à Ucrânia, enquanto oficiais sob anonimato garantiam que a discussão sobre os mísseis ainda estava em cima da mesa. Já na sexta-feira, estando o Presidente Volodymyr Zelensky de visita oficial a Washington, Joe Biden terá assegurado o aguardado envio deste armamento.

Segundo avançou a cadeia norte-americana NBC, os EUA vão mesmo fornecer uma “pequena quantidade” de mísseis ATACMS a Kiev. O anúncio não foi, para já, formalizado, mas a esperança é que traga vantagens no campo de batalha. “Agora é o momento”, sublinhou recentemente há Reuters um oficial norte-americano, numa altura em que a ofensiva e contraofensiva ucraniana produziu poucos resultados e as chuvas de outono se aproximam, trazendo um novo obstáculo no campo de batalha.

As táticas e movimentos antes da chuva. Os progressos são lentos e Kiev já teve de mudar a estratégia para furar as linhas defensivas russas

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.