O debate sobre o Orçamento do Estado na especialidade terminou como começou: em modo de campanha eleitoral. A apenas quatro meses de eleições legislativas, os deputados concentraram-se frequentemente em debates que não tinham diretamente a ver com o conteúdo do OE ou em temas que entrarão, previsivelmente, na campanha, atirando acusações em tom inflamado sobre várias promessas eleitorais, das pensões aos professores.

O PS fez, de resto, questão de ir buscar o tema que tem dominado a agenda desta pré-campanha — a proposta do PSD para aumentar o Complemento Solidário para Idosos — para se lançar ao ataque contra os sociais democratas.

Primeiro foi a deputada Lúcia Silva a abrir as hostilidades, acusando os sociais democratas de “dizerem uma coisa e depois outra” sobre a proposta; depois, o socialista Miguel Cabrita veio falar num “eleitoralismo sem nome” que até considerou “um insulto à inteligência dos portugueses”; e o líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, acabou a recuar aos tempos da troika e do Governo de Pedro Passos Coelho para dizer que pensionistas e funcionários públicos ainda se lembram bem do corte do subsídio de Natal — e a insistir que a proposta do PSD para aumentar as pensões “não durou nem 48 horas”.

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