Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre a guerra Ucrânia-Rússia
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia declarou esta quarta-feira que a entrega “iminente” de aviões de combate F-16 à Ucrânia vai aumentar o risco de um confronto militar direto entre Moscovo e a NATO.
Segundo a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, os aparelhos vão passar a ser um alvo militar legítimo para a Rússia, “de onde quer que voem”.
Zakharova acrescentou que “uma parte importante” da Força Aérea aérea ucraniana “foi destruída” e especulou que os novos aviões podem vir a ficar em bases fora das fronteiras da Ucrânia: “na Polónia, Eslováquia ou Roménia”.
[Já saiu: pode ouvir aqui o quinto episódio da série em podcast “O Encantador de Ricos”, que conta a história de Pedro Caldeira e de como o maior corretor da Bolsa portuguesa seduziu a alta sociedade. Pode ainda ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo episódio aqui, o terceiro episódio aqui e o quarto episódio aqui.]
“Os Estados da Aliança Atlântica continuam a armar intensamente a Ucrânia (…) Para as forças russas, os caças que participam no conflito do lado das forças ucranianas, de onde quer que voem, vão passar a ser um alvo legítimo”, ameaçou.
Maria Zakharova referiu ainda que o envolvimento da NATO no conflito tem aumentado e considerou “ridícula” a posição da NATO que acusou de lançar uma “guerra híbrida” contra a Rússia ao mesmo tempo que afirma não querer confrontos com Moscovo.
Os F-16 tornaram-se um dos principais pedidos de armamento da Ucrânia, depois de terem sido satisfeitos os pedidos sobre o envio de carros de combate M1 Abrams e Leopard.
Primeiros F-16 para formação de pilotos ucranianos chegam à Roménia
Kiev argumenta que os caças de fabrico soviético que tem recebido até agora dos países do antigo Pacto de Varsóvia são obsoletos em comparação com os atuais aviões russos.
Após a relutância inicial dos aliados de Kiev, os pilotos ucranianos já começaram a treinar em vários países, como a Roménia.