A Comissão Nacional do PS, órgão máximo entre congressos, reúne-se hoje em Lisboa e, além de analisar a situação política, vai votar o calendário para as eleições dos órgãos internos de secção, concelhios ou federativos.

A abertura da reunião deste órgão cabe ao secretário-geral social, Pedro Nuno Santos, fechada à comunicação social, ao contrário do que tinha sido inicialmente divulgado pelo partido quando o presidente do PS, Carlos César, convocou a Comissão Nacional.

Segundo a nota de imprensa divulgada, no final da reunião o líder do PS presta declarações à comunicação social.

Nesta Comissão Política, os socialistas vão discutir situação política e votam o calendário eleitoral interno proposto pelo Secretariado Nacional, as primeiras eleições deste género da era de Pedro Nuno Santos como líder socialista.

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Segundo fonte oficial do PS, a proposta em votação aponta para 5 e 6 de julho as eleições das secções, concelhias e estruturas concelhias das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos.

Já em 27 e 28 de setembro serão realizadas as eleições dos presidentes das federações, das estruturas federativas das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos, das comissões políticas das estruturas federativas das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos e dos delegados aos congressos das federações.

Os congressos das federações do PS deverão realizar-se em 12 e 13 de outubro, de acordo com a mesma recomendação em cima da mesa.

Este novo calendário surge depois de, em novembro do ano passado, após a demissão de António Costa, a Comissão Nacional ter revogado o calendário interno que tinha aprovado antes da crise política, que previa para o início deste ano as eleições para órgãos de secção, concelhios e federativos.

Segundo a decisão então tomada, estes atos eleitorais nas estruturas distritais e locais do PS deveriam ocorrer num período posterior às eleições legislativas antecipadas de 10 de março.

Nas últimas eleições para as federações, em novembro de 2022, os militantes socialistas elegeram seis novos líderes federativos, em Braga, Bragança, Oeste, Porto, Portalegre e Vila Real, e reelegeram os presidentes de 13 federações.