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Ao longo de quase 40 sessões realizadas em cerca de cinco meses, o nome de Bruno de Carvalho foi deixando de ser referido no julgamento do caso de Alcochete. No início era o grande destaque, depois passou a um dos principais visados nas questões feitas pelo Ministério Público (e pelo advogado do Sporting, acrescente-se), de seguida não era sequer referido. Por um lado, isso refletia o interesse existente em “fechar o ângulo” à preparação e realização do ataque; por outro, dava seguimento a algo que no início do ano civil de 2020 já se ia percebendo – a acusação era frágil nas provas contra o antigo presidente leonino. E as alegações finais mostraram isso mesmo.

O que diz a acusação: Bruno de Carvalho “determinou as agressões” à equipa

“Sobre Bruno de Carvalho, as críticas feitas a 5 e 6 de abril no Facebook no seguimento da derrota do Sporting em Madrid com o Atlético e a reunião na Casinha da Juventude Leonina a 7 de abril, não se provou que os factos ou as críticas provocassem qualquer ato violento. Sobre a frase ‘Façam o que quiserem’, ficou claro que dizia respeito a entoar cânticos e exibir tarjas mas nunca sendo falado qualquer entrada forçada na Academia, algo que ficou expresso de forma unânime. Não é possível fazer uma associação causa-efeito (…) Sobre as reuniões de 14 de maio em Alvalade, a equipa técnica ia ser despedida e já era esperado pelas pessoas das outras reuniões, sendo que os advogados do Sporting teriam de preparar tudo, a nota de culpa. Sobre a alegada convocatória [do treino, no dia 15], é perfeitamente explicável que não tenha aparecido face às notícias que saíram nesse dia de figuras ligadas ao Sporting no caso Cashball”, destacou a procuradora Fernanda Matias, na sessão de 11 de março.

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