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Passaram-se 50 anos desde o primeiro álbum, 45 desde que morreu com apenas 26, mas ainda hoje ninguém consegue decifrá-lo. Matou-se com intenção ou teve uma overdose acidental? Pôr o público a ouvi-lo, como desejava, teria mudado o seu destino ou não faria grande diferença? O que é que lhe passava pela cabeça e o levava a atingir estados de depressão tais que até para família e amigos se tornava inacessível?

Eis a pergunta a que ainda ninguém conseguiu responder: quem foi Nick Drake? Há várias hipóteses de resposta. Opção 1: foi um homem nascido a 19 de junho de 1948 em Rangum, na Birmânia, filho de dois britânicos, mas que em criança se mudou em definitivo para o Reino Unido. Opção 2: foi um estudante da universidade de Cambridge que preferiu sempre a música às aulas. Opção 3: foi um guitarrista dotado, cantor frágil e leitor atento que escreveu poemas desencantados (de palavras económicas mas cuidadas) e os tornou canções — por vezes só com guitarra acústica, outras vezes com arranjos mais sinfónicos e elaborados, apropriando-se do blues, da folk e do jazz para canções que pedem tempo, isolamento, se possível até um refúgio campestre. Opção 4: uma súmula das três, a que acrescem as peças em falta de um puzzle que ninguém consegue completar.

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