Júlia pode ter nascido ontem — tem 21 anos e mais um aniversário marcado para o fim deste mês –, mas está há muito familiarizada com o mediatismo à portuguesa. Durante a conversa com o Observador, na esplanada do Village Undergorund, em Lisboa, recordou os pequenos eventos onde debutou e as idas à ModaLisboa, à boleia da mãe, Ana Cáceres Monteiro, atualmente diretora das revistas Lux e LuxWoman.

“Nunca queria aparecer”, deixa escapar. Aos 16 anos, mudou-se para Cascais. O campo era, até então, o seu ambiente. Cresceu em Castanheira do Ribatejo, localidade a dois passos de Lisboa, terra da tradicional família Van Zeller Pereira Palha. Fala num conservadorismo amenizado pela audácia da nova geração, mas também pelo embate de formas de pensar. Ela representa isso mesmo — o encontro entre uma família de jornalistas e um clã de ganadeiros.

Hoje, mostra-se consciente da sua imagem, sobretudo dos prós e contras de ser consensualmente bonita, dar nas vistas e publicamente exposta, também no Instagram, onde soma mais de 333 mil seguidores. A beleza “abre portas”, mas o foco parece continuar a ser uma carreira como atriz, a mesma carreira para a qual diz só ter despertado verdadeiramente “há coisa de dois anos”, no dia em que sentiu a profissão entrar-lhe no corpo.

Enquanto volta a ter de adiar o curso em Londres, prepara-se para a sua primeira protagonista, na produção que a SIC mantém no segredo dos deuses. Fez questão de retocar a personagem, torná-la menos comum e mais desafiante. No fim do dia, só uma coisa importa: provar ao público e aos pares de que Júlia Palha é uma boa atriz.

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