“Com gosto e sentido de dever.” Foi desta forma que Paulo Portas se apresentou na grande rentrée do CDS, que juntou este sábado os pesos pesados do partido, do presente e do passado, numa tentativa assumida de relançar os democratas-cristãos. A partir do Largo do Caldas, em Lisboa, o antigo vice-primeiro-ministro não deixou de assumir que o “momento não é fácil” e que o partido se encontra num dos momentos mais delicados da sua história. Ainda assim, para Portas, existem razões para ter esperança no futuro: “Há 49 anos que o CDS resiste a prognósticos reservados. Há 49 anos que sabemos o que é lutar sem favores”.

Ao lado de Manuel Monteiro e Assunção Cristas, que também fizeram questão de se juntar a Nuno Melo nesta convenção, Paulo Portas lembrou os vários momentos na história do partido em que os adversários decretaram a morte do CDS — e os vários momentos em que eles se enganaram.

“É  nos momentos difíceis que as pessoas precisam de ajudar. A receita que vos posso sugerir: agir com independência porque só dependemos da nossa consciência. Que não vos falte a fé, a mim não me falta. Que não vos falte a força, a mim não me falta. Com tenacidade lá chegaremos ao dia em que dizemos aos nossos adversários: ‘Não se enganem outra vez‘”, sublinhou Portas.

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