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Estávamos em maio de 2018. Vésperas do XXII Congresso do Partido Socialista, que ficou marcado por uma ligeira mas mediática clivagem ideológica entre a ala esquerda liderada por Pedro Nuno Santos e a ala direita cujo protagonista foi Augusto Santos Silva. Mas nem todos os socialistas estavam preocupados com os debates ideológicos.

Por exemplo, Joaquim Couto, presidente da Câmara de Santo Tirso, e Manuel Pizarro, presidente da poderosa Federação do Porto do PS e há dias eleito eurodeputado na lista socialista ao Parlamento Europeu, estavam focados em convencer o Governo a alterar a lei que impedia a recondução de José Maria Laranja Pontes como presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto. Enquanto Pizarro garantia que havia disponibilidade dos ministros das Finanças (Mário Centeno) e da Saúde (Adalberto Campos Fernandes) para alterar a lei e assegurava que já tinha pedido uma primeira redação da alegada nova norma, Couto queria que o líder do PS Porto, juntamente com Luísa Salgueiro (presidente da Câmara de Matosinhos), falasse diretamente com o primeiro-ministro António Costa sobre esse assunto durante o Congresso.

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