O calista que viu Salazar cair da cadeira

06 Novembro 2014259

O jornalista Miguel Pinheiro reconstituiu a noite de 6 para 7 de setembro de 1968 - a noite em que Salazar foi operado e o milionário Patiño deu a sua festa. O livro chama-se "A Noite Mais Longa".

6 de Setembro de 1968. Salazar cede finalmente aos médicos e, ao início da noite, é transportado de urgência para Lisboa, onde vai realizar exames para diagnosticar o que lhe estava provocar enormes dores de cabeça e distúrbios no comportamento. A 1 de agosto tinha caído de uma cadeira e batido com a cabeça no chão de pedra do Forte de Santo António, no Estoril, onde passava férias. A longa e tormentosa noite só acabaria 13 horas depois, terminada uma operação para lhe aliviar o hematoma que se formara na caixa craniana.

À hora em que o Cadillac que utilizava deixava o Estoril, centenas de convidados dos jet set de todo o mundo estavam a chegar a uma quinta situada a poucos quilómetros, no Alcoitão. Quem dava a festa era um boliviano, “rei do Estanho”, Antenor Patiño. A cúpula do regime dividiu-se entre os que bailaram com os milionários e aristocratas e os que, em aflição, acorreram ao Hospital da Cruz Vermelha.

Quando o sol se levantou a 7 de setembro, todos perceberem que nada continuaria a ser como fora nas últimas décadas.

livro

É a história paralela destas 13 horas que Miguel Pinheiro, jornalista, ex-diretor da Sábado, reconstitui em “A Noite Mais Longa”, o livro que hoje, 7 de novembro, chega às livrarias e do qual o Observador publica um extrato onde se conta como ocorreu a famosa queda da cadeira.

Hilário virou‐se para ensaboar as mãos num lavatório encostado à parede, junto à porta, e ouviu um estrondo. Virou‐se imediatamente. Salazar, que tinha o perigoso hábito de se deixar cair quando se sentava, calculara mal a distância que o separava da cadeira de lona estilo realizador. Estava no chão e tinha batido fortemente com a cabeça.

Pré-publicação

Salazar não estava pronto para nada daquilo. Quando o motorista parou o Cadillac à porta do Hospital dos Capuchos, em Lisboa, onde iria ser feito um eletroencefalograma, o presidente do Conselho saiu pelo seu pé mas não andou muito. Tinha à espera uma cadeira de rodas. Precisou de ajuda para se sentar e disse, em voz baixa:

– É inacreditável, parece inacreditável.

Ao longo do mês anterior, o ditador tinha passado por uma acentuada deterioração física. Cometera o enorme erro de resistir aos conselhos do seu médico, de tentar adiar um tratamento inevitável e de esconder a verdadeira extensão dos seus sintomas. Se naquele momento estava sentado numa cadeira de rodas era por causa de tudo o que fizera – e, tão importante quanto isso, de tudo o que não fizera – desde o início de agosto. Os acontecimentos que se sucederam ao longo dessas semanas ajudam a explicar a gravidade e o dramatismo da noite de 6 de setembro de 1968.

Capa do Diário Popular de 7 de setembro de 1968

Capa do Diário Popular de 7 de setembro de 1968

Salazar nunca pensou que uma pequena queda acabasse assim. Na altura, tinha tudo parecido muito insignificante – até pouco depois das 9 horas da manhã, o dia 1 de agosto fora exatamente igual aos outros. Perto das 8 horas, um carro da Presidência do Conselho tinha parado na Rua do Carmo, em Lisboa, para apanhar um homem «elegante, alto e magro». Tratava‐se de Augusto Hilário, que se tornara enfermeiro‐calista do presidente do Conselho por herança. O pai era de Viseu e tinha estudado na mesma escola que Salazar. Quando morreu, deixou ao filho o consultório e o cliente.

O calista e o ditador costumavam ver‐se de três em três semanas. Essa periodicidade não era um capricho – era uma necessidade. Quando era mais novo, Salazar partira o pé direito e nunca recuperara. Tinha os ossos encavalitados uns nos outros e apareciam‐lhe calos que lhe provocavam dores. Aliás, por isso é que usava umas botas de pelica muito fina, característica que levaria os opositores do regime a tratá‐lo, com desprezo, por O Botas.

Nessa quinta‐feira, ao chegar ao Forte de Santo António, no Estoril, Augusto Hilário passou a porta de madeira e ferro. No átrio, onde existe um azulejo com excertos de Os Lusíadas em cada parede, a temperatura estava mais fresca do que lá fora. Subiu um primeiro lanço de escadas e logo depois outro. Virou à direita e atravessou o longo corredor com o teto em abóbada que divide as duas alas do forte. Era ali, na zona conhecida como «Arca de Noé», que Salazar costumava ler os jornais, almoçar e receber visitas – mas àquela hora não havia ninguém. O calista abriu a quarta porta à esquerda e entrou numa sala grande, a que chamavam «rouparia», dividida por um arco e com armários pintados de branco em todas as paredes. À direita ficava um recanto onde D. Maria costumava cozinhar para Salazar. Hilário pousou a pasta e começou a preparar os instrumentos de que ia precisar para o tratamento.

Naquele momento, Salazar estava a acabar de vestir o seu casaco de linho branco, no primeiro andar do forte. Saiu do quarto, atravessou um pequeno corredor, desceu dois lanços de escadas, atravessou a «Arca de Noé», entrou na sala onde estava o calista e cumprimentou‐o. Depois pediu‐lhe:

– Empreste‐me os seus jornais.

Hilário sabia que, sempre que ia ao forte, tinha de levar os matutinos. Era um pedido de D. Maria, a governanta de Salazar. Por causa de um daqueles inexplicáveis atrasos de que apenas as burocracias estatais são capazes, os jornais do presidente do Conselho só costumavam chegar ao fim da manhã. Quando havia visitas, podia começar a lê‐los mais cedo. Naquele dia, Salazar podia escolher: Hilário tinha‐lhe trazido o Diário de Notícias e A Bola. Preferiu o DN.

Desta vez, não houve tempo para falarem sobre música, sobre teatro ou sobre os espetáculos no São Carlos, como era hábito. Hilário virou‐se para ensaboar as mãos num lavatório encostado à parede, junto à porta, e ouviu um estrondo. Virou‐se imediatamente. Salazar, que tinha o perigoso hábito de se deixar cair quando se sentava, calculara mal a distância que o separava da cadeira de lona estilo realizador. Estava no chão e tinha batido fortemente com a cabeça. Quando se baixou para o ajudar a levantar‐se, Hilário viu que Salazar estava «branco como a cal».

Em pânico, sentou‐o «com cuidado» na cadeira e sugeriu que talvez fosse mais prudente pedir ajuda. Salazar disse‐lhe que não com a cabeça. Minutos depois, o ditador decidiu que não bastava o silêncio, era preciso um segredo: exigiu que o calista prometesse que nunca contaria a ninguém o que tinha acabado de ver. Hilário aceitou, mas ainda insistiu:

– Tome ao menos um pouco de água com açúcar.

Nem isso Salazar quis. Não voltou a pegar no jornal e manteve‐se quieto, enquanto o calista trabalhava. Ao fim de algum tempo estava melhor, pelo menos aparentemente.

– O senhor presidente já parece outro!

– E o senhor também. Olhe que ficou muito pálido…

No forte, havia uma terceira pessoa assustada. D. Maria, que estava no seu quarto, ouviu um estrondo e primeiro achou que tinha sido uma porta a bater. Quando desceu, percebeu que aquilo que tinha tomado por um contratempo doméstico era afinal uma preocupação clínica. Tentou convencer Salazar a chamar imediatamente um médico, mas ele recusou – dentro de cinco dias teria a sua consulta quinzenal de rotina com Eduardo Coelho e não via nenhuma razão para a antecipar.

*

No dia 6, finalmente, Salazar recebeu o seu médico assistente. Eduardo Coelho fez‐lhe um exame neurológico rápido e não encontrou nenhuma alteração «suspeita». Mas ficou «preocupado». Fez um aviso sério ao presidente do Conselho e a D. Maria: a seguir a quedas daquelas, podia formar‐se um hematoma na cabeça que agiria silenciosamente durante dias, semanas ou meses. Se aparecesse algum sintoma estranho, deviam telefonar‐lhe «imediatamente».

Salazar ficou tranquilo, mas Augusto Hilário ficou agitado. Ao chegar a Lisboa, pegou numa caneta e num papel e escreveu:

ca-PT-TT-AOS-CP-138_m0001

«Exmo. Sr. Presidente,
 Impressionadíssimo e preocupado, foi como hoje saí aí do forte. Peço a Deus, senhor presidente, que nenhuma consequência tenha havido com tão tremenda queda.
 Assim, com os mais respeitosos cumprimentos, faço votos de muito boa saúde, pedindo‐lhe desculpa de lhe escrever. Lx, 1/8/1968».

O assunto não podia esperar: o calista foi imediatamente ao forte entregar a carta em mão. O envelope ficou no átrio do rés do chão durante toda a noite. Na manhã seguinte, às 10 horas, um dos secretários de Salazar, António da Silva Teles, viu‐a, abriu‐a e leu‐a. Era habitual. Naquele período, o presidente do Conselho não tinha chefe de gabinete. Para o ajudar, havia apenas dois secretários – Silva Teles e Anselmo Costa Freitas –, que iam todos os dias, alternadamente, a despacho. Entre as suas muitas funções estava a de filtrar a correspondência.

Ao ler a carta, o secretário ficou preocupado. Logo que Salazar chegou ao escritório, libertando um ligeiro «odor a bálsamo», perguntou‐lhe:

– Como está, senhor presidente? Acabo de ver por uma carta do senhor Hilário que o senhor presidente sofreu uma queda?!

Salazar desvalorizou:

– Ah! O senhor Hilário escreveu‐me? É verdade. Ia a sentar‐me numa cadeira de repouso que para aí está, ela não se encontrava bem encartada e caí desamparado, com a nuca no chão. Na altura, pareceu‐me coisa de pouca monta. Mas, agora, sinto umas dorzitas no corpo e até estou a pôr uns unguentos, a ver se me passam.

No cartão que enviou a Augusto Hilário como resposta à sua carta, o ditador continuou a minimizar a importância do acidente: «Parece não ter havido consequências da queda, além das dores pelo corpo. Muito obrigado.»

No dia 6, finalmente, Salazar recebeu o seu médico assistente. Eduardo Coelho fez‐lhe um exame neurológico rápido e não encontrou nenhuma alteração «suspeita». Mas ficou «preocupado». Fez um aviso sério ao presidente do Conselho e a D. Maria: a seguir a quedas daquelas, podia formar‐se um hematoma na cabeça que agiria silenciosamente durante dias, semanas ou meses. Se aparecesse algum sintoma estranho, deviam telefonar‐lhe «imediatamente». Insistiu:

– À mais leve dor de cabeça não hesitem em chamar‐me!

Eduardo Coelho tinha planeado ir de férias para a Alemanha, descer o rio Reno e visitar o filho que vivia em Paris. Mas, perante tudo aquilo, decidiu adiar a viagem e reservou um quarto por 15 dias no Hotel Estoril Sol, a poucos quilómetros do forte.

Toda esta preocupação explicava‐se por razões clínicas, mas também por razões pessoais. Eduardo Coelho era médico assistente de Salazar desde 1945 e a convivência levou, naturalmente, à afeição. Em várias cartas que escreveu ao ditador, o médico qualificava‐se a si próprio como um «amigo muito grato» que tinha «o privilégio de poder vigiar e amparar» a saúde do seu doente com «devoção». E o presidente do Conselho, na dedicatória de uma fotografia que lhe viria a oferecer, escreveu: «O clínico e o doente são duas vidas que se deram e uma à outra se consagraram até à vitória final sobre a doença e a morte.»

A confiança de Salazar numa «vitória final sobre a doença e a morte» justificava‐se pelo facto de Eduardo Coelho ser uma lenda na medicina. Foi um dos primeiros cardiologistas modernos em Portugal e o primeiro catedrático de Cardiologia da Faculdade de Medicina de Lisboa. Passou por dificuldades: quando estava a fazer os estudos primários, vivia «num meio rural simples e humilde da província minhota» e tinha de fazer três quilómetros a pé todos os dias para ir à escola. E, talvez por isso, não gostava que lhe colocassem ainda mais dificuldades: à entrada da sala onde dava aulas, tinha posto uma placa com a frase «Ne faites pas attention à la critique. Elle vient des hommes qui ne fait rien».

Eduardo Coelho com o cirurgião Vasconcelos Marques (os dois ao centro)

Eduardo Coelho com o cirurgião Vasconcelos Marques (os dois ao centro)

Eduardo Coelho era um dos homens mais próximos do prémio Nobel da Medicina Egas Moniz – foi seu aluno (recebeu a classificação máxima no doutoramento), foi seu colega de tra‐ balho, casou‐se com uma das suas sobrinhas e convidou‐o para padrinho dos cinco filhos. Mais importante do que tudo isso, esteve ao seu lado nos três momentos decisivos da sua vida: na glória, na tragédia e na morte.

A glória deu‐se a 28 de junho de 1927. Foi na tarde desse dia que Egas Moniz conseguiu realizar a primeira angiografia da História, uma técnica que permitia ver o interior das artérias através de uma radiografia e, assim, localizar tumores. Eduardo Coelho estava na câmara escura e, quando percebeu que a intervenção tinha resultado, saiu aos gritos:

– Eureka! Eureka!

A tragédia deu‐se a 14 de março de 1939. Egas Moniz recebeu no consultório Gabriel Coedegal de Oliveira Santos, de 28 anos, que sofria de problemas mentais há nove. O paciente pediu‐lhe uma receita para umas «ampolas mais enérgicas», mas, na realidade, essa era apenas a antecâmara para uma tentativa de homicídio. Pouco depois de começar a escrever, o médico sentiu que «a pena lhe saltara da mão». Tinha sido o primeiro tiro. Foi tudo tão surpreendentemente rápido que só «à quinta bala», depois de o agressor ter «despejado as cargas da pistola automática» nas suas costas, é que Egas Moniz «pressentiu que estava a ser atacado». Tentou levantar‐se e recebeu mais dois tiros. Até esta altura, só uma bala não lhe tinha acertado. A oitava também falharia o alvo, por «um palmo», e atravessaria a porta do consultório. O paciente fugiu aos berros:

– Matei o doutor Egas Moniz!

Segundos depois, entrou Eduardo Coelho, que trabalhava no mesmo andar, e outro médico. Egas Moniz foi melodramático:

– Deixem‐me morrer aqui tranquilamente. Estou mortalmente ferido. Esse desvairado crivou‐me de balas. Não posso resistir. Eduardo Coelho foi prático: juntamente com o colega, chamou uma ambulância. Egas Moniz sobreviveu.
 A morte deu‐se a 13 de dezembro de 1955. Egas Moniz teve um ataque de gota «gravíssimo» e uma hemorragia digestiva «violenta». Eduardo Coelho acompanhou‐o durante dias, mas não conseguiu salvá‐lo. Aconteceu com Egas Moniz e aconteceu com Salazar – durante uma doença grave, o médico Eduardo Coelho queria estar perto dos seus pacientes.

*

Trabalhava como secretário do Gabinete do Presidente do Conselho desde 1 de maio de 1965 e tinha uma relação de alguma proximidade com Salazar. Por vezes, o ditador oferecia‐lhe flores como «expressão de apreço» e um dia até lhe deu um par de sapatos seus, de verniz. D. Maria enviava‐lhe hortaliças e couves da horta de São Bento, ovos das suas galinhas e frutas de Santa Comba Dão.

Mas Salazar não queria estar perto do seu médico. Nos dias seguintes à queda evitou queixar‐se e concentrou‐se apenas em terminar aquela que seria a sua última remodelação governamental – os novos ministros tomariam posse a 19 de agosto. Apesar desse esforço de discrição, os que trabalhavam junto dele sentiram que o seu comportamento se tornara um «mistério».

Uma dessas pessoas foi o seu secretário Anselmo Costa Freitas. Com apenas 30 anos e um «ar austero», tinha duas características físicas peculiares: a cor dos seus olhos oscilava entre o azul, nos dias cinzentos, e o verde, nos dias de sol; e, apesar de ser muito novo, já tinha alguns cabelos brancos nas suíças. Trabalhava como secretário do Gabinete do Presidente do Conselho desde 1 de maio de 1965 e tinha uma relação de alguma proximidade com Salazar. Por vezes, o ditador oferecia‐lhe flores como «expressão de apreço» e um dia até lhe deu um par de sapatos seus, de verniz. D. Maria enviava‐lhe hortaliças e couves da horta de São Bento, ovos das suas galinhas e frutas de Santa Comba Dão.

Costa Freitas era o mais novo de sete irmãos e a mãe morrera quando ele tinha apenas 3 anos. Quem o casou, a 23 de julho de 1968, escassos dias antes da queda da cadeira, foi um dos seus irmãos, Manuel, que era padre. A noiva, Daniela, era filha do major Sarsfield Rodrigues. Salazar conhecia‐o bem – já o tinha mandado prender várias vezes.

No final do mês de Agosto Salazar já tinha dificuldade em aguentar-se de pé - mas não se queixava ao médico

 

A primeira foi no começo de abril de 1947. O major Sarsfield Rodrigues tinha sido o chefe do Estado‐Maior de uma tentativa de golpe militar que ficou conhecida como «Abrilada». Este movimento, que supostamente tinha o apoio do presidente da República Óscar Carmona, foi liderado por José Mendes Cabeçadas e teve a participação, entre muitos outros militares e civis, de João Soares, pai de Mário Soares. O ministro da Guerra, Santos Costa, esmagou a insurreição e prendeu os principais conspiradores – entre eles, Sarsfield Rodrigues.

Depois de feitas as detenções, o ministro foi falar com o pai do major revoltoso. O general David Rodrigues fora comandante da 4.a Região Militar, em Évora, e estava agora na reforma. Santos Costa prometeu‐lhe:

– Meu general, tem de dizer ao seu filho que nada de mal lhe acontece se ele disser quem eram as pessoas implicadas no movimento.

Mesmo preso, Sarsfield Rodrigues não cedeu:
– Meu pai, eu não denuncio ninguém!
Não foi a última vez que o prenderam – passaria por várias cadeias. Em 1951, já depois de ter sido reformado compulsivamente do Exército na sequência da «Abrilada», Sarsfield Rodrigues apoiou a candidatura oposicionista do vice‐almirante Quintão Meireles à Presidência da República. Um dia, estava a participar de uma reunião numa casa na Baixa de Lisboa quando entrou a PIDE. O inspetor que liderava os agentes da polícia política gritou:

– Mãos ao ar e não se mexam!
Desafiador, Sarsfield Rodrigues perguntou:
– Então, ponho as mãos ao ar ou não me mexo?
Saiu em liberdade, mas só por algumas horas. Recebeu indicações expressas para se entregar no dia seguinte. Foi dormir a casa e, de manhã cedo, vestiu a farda de gala, que incluía uma espada, e seguiu para o Presídio Militar da Trafaria.

Quando não estava preso, Sarsfield Rodrigues era seguido de perto pela polícia política. No começo de 1968, a PIDE percebeu que este adversário de Salazar recebia várias vezes em casa a visita de Anselmo Costa Freitas, o homem que trabalhava mais perto do presidente do Conselho.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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Luís Filipe Santos

É grave tal atitude e incompreensível este silêncio do IAVE. Efetivamente, o que sempre se escreveu nos anos anteriores neste contexto foi o que consta na Informação-Prova de História A para 2018.

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