Uma ex-apresentadora de televisão, Ana Lúcia Matos, conhecida nas redes sociais por ostentar a sua vida de luxo; uma associação criminosa a que o seu marido pertencerá e que é liderada por um refugiado da Tailândia; e um dos maiores esquemas de fraude fiscal alguma vez detetado em Portugal. Estes são os ingredientes de uma história que passa por França, Estados Unidos e Dubai e termina no Norte de Portugal.

Está em causa um esquema de faturação falsa que gerou transações de mais de 420 milhões de euros com a compra e venda de telemóveis e de outros aparelhos tecnológicos que passava pelo gigante norte-americano Amazon. Mas que também incluiu a comercialização de relógios e automóveis de luxo. Sempre com prejuízo para os cofres do fisco, visto que o IVA não era devidamente tributado, e que ascendeu a cerca de 80 milhões de euros.

É uma das maiores fraudes fiscais alguma vezes detetada em Portugal e que foi investigada pelos procuradores Rui Correia Marques e Sandra Alcaide, coadjuvados pela Polícia Judiciária (PJ). O atual procurador europeu José Ranito liderou a fase inicial da investigação.

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