A constituição como arguida de Luísa Salgueiro nos autos da Operação Teia não está apenas relacionada com a eventual necessidade de a nomeação da sua chefe de gabinete (Marta Laranja Pontes) ser precedida de concurso público. No centro das suspeitas reunidas contra a presidente socialista da Câmara de Matosinhos e da Associação Nacional de Municípios Portugueses está uma alegada troca de favores entre Joaquim Couto, histórico autarca socialista, e José Maria Laranja Pontes, pai de Marta e presidente do Instituto Português do Porto (IPO) à data da nomeação da sua filha como chefe de gabinete de Luísa Salgueiro.

Cunhas e trocas de favores entre autarcas socialistas no centro da Operação Teia

Em troca desta suposta influência de Joaquim Couto junto de Luísa Salgueiro, as empresas de Manuela Couto (mulher do então presidente da Câmara de Santo Tirso) foram contratadas pelo IPO do Porto. Só entre fevereiro de 2017 e agosto de 2018, os contratos celebrados entre o IPO e as empresas de Manuela Couto totalizaram cerca de 360 mil euros, sendo certo que Marta Pontes foi nomeada chefe de gabinete de Luísa Salgueiro em outubro de 2017 e hoje é vereadora da Câmara de Matosinhos.

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