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Há bastantes anos atrás, quando começava nestas andanças da análise da política internacional, o decano dos diplomatas portugueses, o embaixador Calvet de Magalhães, dizia-me que um diplomata nunca perde a calma, a não ser de propósito. Temos visto alguns exemplos de pouca calma na diplomacia de vários Estados nestes últimos dias. A Cimeira do Alasca entre os EUA e a China, na semana passada, começou com uma cena acrimoniosa a lembrar os melhores – ou piores – tempos da Guerra Fria com a União Soviética. Entre vários Estados, nomeadamente entre a União Europeia e o Reino Unido e, mesmo, entre vários Estados no interior da UE, as preciosas vacinas têm levado a intensas disputas, tudo menos cordiais. Mas esta perda de calma diplomática tem um propósito, corresponde a uma estratégia, ou é só um sinal de pânico? E será que no caso das vacinas há países a ganhar esta guerra a nível global?

Na guerra das vacinas a Europa arrisca-se a ser a grande perdedora

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