A manipulação pelo medo continua. Maléfica e impune, numa destruição imparável da vida de todos nós.

A Saúde Pública esqueceu-se de qual o motivo da sua existência e está a criar a «doença pública», destruindo todo o normal funcionamento da sociedade e a saúde física e mental da população.

A Saúde Pública é definida como “a arte e a ciência de prevenir a doença, prolongar a vida e promover a saúde através de esforços organizados da sociedade” (Acheson, 1988; OMS). As atividades de Saúde Pública visam reforçar o sistema de ação e as melhorias nos serviços de saúde com o objetivo de manter os cidadãos saudáveis, melhorar a sua saúde e bem-estar e prevenir a sua deterioração. A Saúde Pública foca-se no total espectro de saúde e bem-estar e não apenas na erradicação de certas doenças. Definição adaptada da OMS Europa (texto reproduzido da Introdução ao Internato de Saúde Pública).  A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Como é que com estas definições de Saúde e de Saúde Pública, a Direção Geral de Saúde se presta a continuar a fazer o papel que mantém desde há 6 meses? Falando apenas de testes positivos de uma única doença e sua eventual mortalidade, negligenciando todas as outras centenas ou milhares de doenças e mortes que assolam a população portuguesa e que não param de aumentar? E ainda dizem que “a Saúde Pública foca-se no total espectro de saúde e bem-estar e não apenas na erradicação de certas doenças”.

Como é que as autoridades mundiais e nacionais de Saúde Pública podem alguma vez mais quererem vir a ser respeitadas quando são as primeiras a desrespeitar os seus próprios princípios, desrespeitando-nos, desta foram, a todos? Como é que alguma vez mais se pode voltar a considerar que a existência da Saúde Pública e das suas normas é fundamental, quando continuam cegamente, doa a quem doer, a defender um único caminho em que a Saúde Pública ao passar só tem deixado ruína? Não, não é a Covid-19 que tem sido uma desgraça. Desgraça é o que nos têm feito em nome da Covid-19.

Alegam que as medidas são para nos proteger, mas para nos proteger do quê? Já vamos em cerca de seis mil mortos a mais nos últimos 6 meses em relação ao ano passado, dos quais só cerca de 1900 são com Covid-19 (não de Covid-19) e nem assim emendam a mão. Quantos mais serão precisos para concluírem que já chega? Quantos mais serão precisos para perceberem que o mal que estão a fazer é, de longe, superior à destruição que continuam a alimentar? Às vezes pergunto-me quem ganha com isto? Como é que este discurso continua? Como é possível?

Dizem “ah, é porque a Covid-19 é muito perigosa”. Aonde está o perigo, se a maioria das pessoas que testam positivo, mais não são do que isso, “testes positivos”? Onde está a gravidade de uma doença que para a grande maioria, sintomas dá pouco ou nenhuns, tal e qual como as outras infeções respiratórias com as quais já convivemos há tantos anos?

Confundem, propositadamente, testes positivos com doença Covid-19, informando-nos a todos, de forma errada, para alimentarem o medo e, com ele, a obediência cega.

“Ah, mas os casos estão a aumentar.” Casos de quê? Ou apenas testes positivos? E que valor tem e que interessa um teste positivo? Nenhum, a não ser para enlouquecer de solidão aqueles que testam positivo e aqueles que com eles convivem, levando ao seu brutal isolamento e exclusão social.

Alguma vez andámos a testar para que material genético somos positivos, de todos os agentes microbianos que temos no nosso nariz ou na nossa boca? Alguma vez achámos que tínhamos uma doença infecciosa sem termos um único sintoma da mesma? Alguma vez se contou, em cada inverno, com divulgação pública diária, cada caso de gripe, cada morto de gripe? (E neste caso são mesmo doentes, não são testes positivos.)

Que disparate é este em que querem que acreditemos? Onde estão os tão famosos doentes com doença Covid-19?

Estamos fartos que esses números nos sejam ocultados!

Estamos fartos de nos tomarem por parvos e de nos virem com números de testes e quererem manipular-nos como se estivessem a dar-nos o número de doentes!

“Ah, e então e os mortos?”

Todos os dias se nasce e todos os dias se morre. E morre-se de tudo e muito mais do que de Covid-19. Morrem, em média, cerca de 300 pessoas por dia em Portugal e só falam dos que morrem com Covid-19 (não de Covid-19), como se só estes tivessem sido pessoas.

Continuam a não divulgar o número de todas as outras mortes diárias, continuam a ocultar o aumento brutal de todas as outras doenças e a sua gravidade. Continuam a permitir que hospitais e centros de saúde “finjam” que funcionam para toda a população, quando estão a negligenciar todos os pacientes com outras doenças, algumas das quais, se não forem atempadamente tratadas, serão 100% mortais.

Basta olhar para os gráficos do Worldometer para ver a enorme discrepância que há entre o número de “casos” diários de Covid-19 e o número de mortes diárias, para percebermos o quão intrujados andamos todos a ser.

Quem nos intruja, saberá sempre abrir caminho para si nos cuidados de saúde, se tiver alguma doença mais séria a precisar de diagnóstico e tratamento mais rápidos. E o seu ordenado ao fim do mês continua e continuará sempre assegurado, apesar de todas as medidas que nos impõem e nos obrigam a obedecer.

O mesmo não poderão dizer muitos portugueses, desde os que ficaram sem emprego e sem meios de subsistência devido à adoção das tão «”extraordinárias” medidas de proteção, aos que já morreram desnecessariamente, porque ninguém lhes ligou.

Quanto à gravidade da doença, aqui ficam alguns gráficos com exemplos de vários países europeus, relativos ao número de “casos” diários de Covid-19 e ao número de mortes diárias associadas à doença. Depois de os analisarem, cada um que tire para si as suas conclusões.

Como se pode observar nos vários gráficos, mesmo em países com um suposto novo grande aumento do número de casos diários, como é o caso de França e Espanha, o número de mortos diários, em termos de Saúde Pública, é inexpressivo.

O vírus, como avisaram muitos epidemiologistas a que a comunicação social praticamente não deu ouvidos, está a tornar-se num vírus endémico, num vírus que causa doença banal e com o qual teremos de aprender a conviver com normalidade, como já fazemos com tantos outros.

Voltar a fechar escolas, obrigar pais esgotados a submeterem-se de novo a níveis de stress extremos, a terem que faltar novamente ao trabalho para ficarem com os filhos em casa, só trará mais desemprego, mais infelicidade e mais desgraça por uma doença que às crianças faz o mesmo, ou menos, do que uma vulgar gripe. Não se pode viver com este grau de incerteza, nem há qualquer motivo para tal.

É urgente que o bom senso impere perante tantas atrocidades que se têm cometido em nome da proteção da Saúde Pública. Porque se não houver bom senso, a nossa DGS vai continuar a contribuir de forma criminosa para o aumento da doença e da morte pública.

Mudar todo o comportamento de uma sociedade por causa de uma única doença, baseados em medos irracionais e criminosamente empolados, isso, sim, causa doença mental e física grave, origina desemprego e pobreza e aumenta a morte!

Se essa for a sociedade da vossa escolha, não será com certeza a sociedade da minha!