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Sim, eu sei que os ataques em que morrem centenas de cristãos são apenas ‘explosões’, ou ‘acidentes’, enquanto os actos em que são mortos muçulmanos, africanos ou, sobretudo, jornalistas são, por regra, horrendos atentados à liberdade, à democracia, à liberdade de pensamento e de expressão, ao pluralismo, à cultura, à civilização, à arte e a tudo o que há de mais sagrado e valioso no mundo.

Quando se deu, no passado dia 15 de Março, o massacre da mesquita de Christchurch, na Nova Zelândia, em que morreram cinquenta muçulmanos, não faltaram os protestos mais sentidos dos estadistas internacionais, nem a veemente reprovação dos principais meios de comunicação social. Ainda bem porque, actos desta natureza, venham de onde vierem e sejam quais forem os agressores ou as vítimas, são sempre condenáveis.

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