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Só por má vontade se pode negar que os protestos que têm abalado Cuba são um inequívoco sinal de esperança. Mais precisamente, esperança para todos os viajantes – não confundir com turistas – que ainda têm o sonho de visitar a Cuba imaculada de Fidel e do Che, a Cuba não corrompida pelas condições básicas de vida que tendem a vir com a democracia. Nada temais! Como nos asseguram os manifestantes aos gritos, essa Cuba ainda existe. E, como demonstra a reacção violenta do Governo, está para durar. O paraíso comunista persevera, com a sua miséria, repressão e indignidade humana intactas, pronto a ser visitado por admiradores (à distância) da bonita experiência social e política que os garbosos barbudos levaram a cabo nas Caraíbas.

É um Parque Jurássicomuna, que transporta o visitante desde o conforto moderno do séc. XXI para a carestia medieval. Também do séc. XXI, mas do séc. XXI marxista-leninista. Como o do filme, este parque tem esfaimados. Não são é os velociraptors assassinos, são os cidadãos comuns.

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