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O mundo tem assistido pela televisão às audiências públicas em curso na Câmara dos Representantes norte-americana, no âmbito do recentemente iniciado processo de destituição do Presidente Trump. E uma legítima chuva de comentários tem animado a comunicação social — uns exigindo desde já a destituição de Trump, outros denunciando a alegada “conspiração” do chamado “establishment” contra Trump. Pela minha parte, e para já, gostaria apenas de saudar o funcionamento pleno da democracia liberal americana — sem censura, e sem poderes absolutos acima de freios e contrapesos.

Ė frequente ouvir dizer, sobretudo aos críticos do chamado “imperialismo”, que o Presidente dos EUA é “o homem mais poderoso e por isso o mais perigoso do mundo”. [Frequentemente, o objectivo, ou pelo menos a consequência, é com isso branquear os verdadeiros e aterradores poderes absolutos com sede em Moscovo e Pequim]. Seria talvez útil que essas teses fossem agora confrontadas com os factos que todos temos podido observar: o Presidente americano sendo acusado em público de graves irregularidades por altos funcionários do estado, perante a Câmara dos Representantes eleitos — e as câmaras de televisão.

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