A lista é longa, não desistam à primeira: Adriano Moreira; Manuela Ramalho Eanes, Maria do Céu Guerra, José Eduardo Martins; Jorge Coelho; Rui Azinhais Nabeiro; Camané; Carlos Lopes; Francisco Moita Flores; Filipe La Féria; João Soares; Mariza; Vasco Lourenço; Jorge Palma; Dulce Rocha; Fábia Rebordão; António Manuel Ribeiro; Cuca Roseta; Carlos Zorrinho; Diogo Lacerda Machado; Jessica Augusto; Fernando Seara; Edmundo Martinho; Manuela Silva; Maria de Belém Roseira; José de Matos Correia; João Pedro Pais; Maria de Dores Meira; Sousa Cintra; Luís Patrão.

A lista é longa, mas não exaustiva. Todos os nomes que alinhei nestas linhas constam de alguma forma da candidatura de Tomás Correia a um novo mandato como presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG). Como figuras secundárias nos órgãos sociais, como membros da comissão de honra, como rostos do site que promove a candidatura, como gente que fez questão de aparecer em eventos de celebração das virtudes do candidato. E a eleição é esta sexta-feira. 7 de Dezembro.

Diríamos que tal mistura é uma salada russa a que nenhuma maionese daria um mínimo de consistência – ou, para ser mais preciso, um elementar toque de coerência. Porventura só encontraremos algo semelhante numa “união nacional” daquelas que se junta sempre que se celebra um herói desportivo ou um prémio literário. Mas não. Toda esta infindável galeria de notáveis alinhou-se para apoiar alguém que, perdoem-me a franqueza, devia ser tido por infrequentável. Para dizer o mínimo.

Sim, é mesmo de Tomás Correia que estou a falar. Sim é mesmo ele que estou a ter por infrequentável e que há muito me interrogo sobre como pode continuar a estar onde está, isto é, a ser dirigir a AMMG. Até porque é tudo menos alguém recomendável para continuar à frente de uma associação que tem quase 4.000 milhões de euros de activos, para mais uma corporação a que centenas de milhares de portugueses confiaram as suas poupanças (80% das quais estão garantidas por dívida e pelo banco que usa o mesmo nome da associação). Não é coisa pequena, nem responsabilidade menor, sobretudo se pensarmos que todos os anos essa mesma associação ainda recebe, como recebeu em 2017, 711 milhões de euros de quotizações dos seus associados.

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