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Passado um ano de pandemia, é altura de pensar no regresso às nossas vidas. O caminho ainda será longo, mas, em alguns casos, já foi possível voltar ao normal. Em Israel, a esperança já renasceu.

Portugal arranca agora para uma nova fase de desconfinamento, ainda a conta-gotas. Mas é mais um passo para acelerar a recuperação económica e o regresso a um normal, um horizonte que ainda parece algo longínquo, mas que certamente chegará mais rápido com a vacinação. Por estes dias, em Israel, é justamente isso que já acontece.

Mais da metade dos 9,3 milhões de habitantes de Israel já receberam as duas doses necessárias da vacina Pfizer/BioNTech. Os números de novos casos reduziram drasticamente e passaram para menos de 200 nos últimos dias, com uma taxa de positividade de 0,3%, havendo também menos casos graves da doença.

As últimas semanas têm sido, por isso, de renascimento em Israel. Voltaram a abrir restaurantes, lojas, ginásios, salas de espetáculo. Assinalou-se, no passado dia 15 de abril, o Dia da Independência e houve festa nas ruas, com dança, música e celebração de uma das datas mais importantes da História do país. Em mais um sinal do regresso ao normal, o Ministério da Saúde terminou com a imposição do uso de máscara sanitária em locais públicos.

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Israel espera agora voltar a abrir as fronteiras e receber turistas já no próximo mês de maio. Os israelitas desejam também viajar e passar as suas férias noutros locais do mundo. Um dos destinos no horizonte é Portugal, país com o qual Israel mantém uma ligação histórica de séculos. As paisagens deslumbrantes, o povo acolhedor e a gastronomia diversificada e cheia de sabor são alguns dos motivos que cativam e convidam a uma visita.

Mas estará Portugal pronto para receber os turistas? É, assim, cada vez mais importante abordar a questão da existência de um certificado digital de vacinação, que acelere a recuperação do turismo, para que exista mais confiança na reabertura. Usando mais uma vez o exemplo de Israel, o país já aplica um certificado local, que tem contribuído para que setores como o comércio ou a cultura possam retomar a atividade. Precisamos, por isso, de estar preparados para criar ferramentas que suportem uma economia que receba quem já está vacinado. Este poderá ser um passo importante para impulsionar o turismo e, consequentemente, a recuperação económica.

É certo que a pandemia ainda não acabou. Os efeitos da sua presença ainda se fazem sentir em muitos setores e há cuidados a manter. Mas a ciência mostrou, mais uma vez, o seu papel fundamental. A vacinação mostrou ser uma arma essencial para recuperar o fôlego e voltar ao normal. E, passado um ano de convivência com a Covid-19, a vida começa, aos poucos, a regressar ao seu trilho.