Após uma semana de grandes confusões, só mudou uma coisa: o Reino Unido está mais próximo de um segundo referendo. Os britânicos têm três opções: continuar na União Europeia, sair sem um acordo, ou aceitar uma terceira via, o acordo de Theresa May. Os detalhes aqui são irrelevantes. O ponto central da terceira via é que o Reino Unido não abandona completamente a União nem fica como um membro pleno. Passa a aplicar legislação europeia sem a votar (‘a rule taker, not a rule maker”).

A saída da União sem acordo (no-deal Brexit) está quase posta de lado. Há uma grande maioria nos Comuns contra essa opção e se até 21 de Janeiro, os deputados não aprovarem o resultado da negociação entre May e a UE, o parlamento deverá votar uma moção a impedir a saída sem acordo. Além disso, o governo britânico também é contra, preferindo, em último caso, adiar o Brexit a um não-acordo.

May continuará a tentar construir uma maioria nos Comuns para votar a favor do seu acordo. Deverá marcar a votação parlamentar antes de 21 de Janeiro, a não ser que esteja muito longe da maioria e desista de um voto parlamentar (como aconteceu no passado dia 10 de Dezembro). A União Europeia poderá mesmo organizar um Conselho Europeu especial na primeira quinzena de Janeiro para ajudar a PM britânica a ganhar a votação parlamentar. Os líderes europeus, contudo, não vão oferecer muito. Já disseram que não mudam o acordo de saída, um documento jurídico, aceitando apenas alterar a declaração política sobre o futuro das relações entre a União Europeia e o Reino Unido.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.