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1 Tantos equívocos, quantos enredos. Desgraçadamente, o Portugal da opinião publicada (o outro não sei e tenho pena de não saber) lembra um gigantesco Benfica-Sporting. De um lado, os inconsoláveis “acusadores” de Sócrates, que queriam mais sangue, do outro, os tão convictos defensores das decisões de Ivo Rosa, reduzindo, assim, com a leveza de uma valsa bem dançada, a questão do terrível estado da Justiça portuguesa a um combate quase escabroso. Como foi possível que o pilar essencial do Estado de Direito se tenha despenhado deste modo pelas suas próprias escadas abaixo, mesmo sendo certo que já as tinha começado a descer há muito?

Se há questão, por natureza, acima de qualquer outra, é a Justiça; se há gente que nos exigiria respeito automático, são os seus oficiantes; se há símbolo que por si só nos deveria transmitir confiança, são aquelas duas balanças. Deixou de acontecer uma coisa, e outra, e outra. Pobres de nós.

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