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Sou filha, neta, bisneta, sobrinha… dessa gente a quem as élites lisboetas chamavam ratinhos, depois patos bravos, depois empresários de vão de escada, depois os patrões mais estúpidos do mundo ou, vá lá, menos cultos da Europa.

É verdade que não tinham estudado. Alguns aliás só fizeram a quarta classe quando precisaram de tirar a carta de condução. Toda esta gente nasceu pobre, num interior longe de tudo mas com uma determinação de viver melhor que chocava com as teses que os cultos, os que sabiam fazer empresas embora não as fizessem, tinham para os libertar, para os fazer evoluir e, diziam, para lhes dar consciência de classe.

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