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Houve quem achasse escandaloso que Joacine Katar Moreira festejasse a eleição para o parlamento junto à bandeira da Guiné. Eu achei ridículo, mas sou suspeito. Acho sempre ridículo que alguém exalte o país a cuja miséria fugiu em detrimento do país que lhe permitiu prosperar. E sim, isso inclui aqueles portugueses e descendentes de portugueses que agitam o estandarte do Partido Republicano ou celebram o Bacalhau à Brás enquanto gozam dos níveis salariais da Suíça, dos EUA ou da Austrália. Suponho que muitos dos que assinam petições contra a dra. Joacine se comovem imenso com as manifestações de patriotismo dos nossos compatriotas emigrados. Não querendo ser picuinhas, a incoerência tira-lhes razão.

Aliás, as razões de certos críticos da dra. Joacine são tão absurdas quanto as razões dos simpatizantes da senhora. O êxito dela, segundo uma sondagem a candidata mais popular, fez-se sobre critérios totalmente alheios aos que deviam influenciar a escolha dos deputados. E foi a própria dra. Joacine a submeter esses critérios à avaliação do público, activa ou passivamente.

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