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Não, não me habituo. Nem me calo. Em 2005, o Luís Manuel Estevam Santos Silva, com vinte e três anos, foi barbaramente assassinado em Santiago do Cacém, quando tentava apaziguar os exaltados ânimos de uns jovens, em noite de festa local. Como capelão da residência universitária em que viveu, convivi com ele durante os anos do seu curso universitário e, por isso, sei bem o que é a dor pela perda de uma vida tão jovem e promissora. Revivi esse luto quando soube dos homicídios do Pedro Fonseca, no passado dia 28 de Dezembro, e do Luís Giovani Rodrigues, no último dia do ano. E, ao recordar o imenso pesar dos pais do Luís Manuel, pela perda do seu único filho, não pude deixar de fazer muito minhas também a dor e indignação dos pais do Pedro e do Giovani. Não, nunca me habituarei a uma morte assim. Nunca me calarei.

Desta tragédia em dó maior, deixo aqui três comentários, em homenagem ao Giovani e ao Pedro, sem esquecer o Luís Manuel. Estes testemunhos são também uma prece e um grito de revolta, pela injustiça de que os três foram inocentes vítimas.

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