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Até a mim me dói ver a linha de baixo, como que esmagada pela de cima. Olho para a versão noturna, toda em néon festivo, e sinto constrangimento. Vejo a versão diurna da nova designação do Palácio de Cristal, no Porto, exposta à luz do dia, e sinto um embaraço ainda maior. Uma espécie de vergonha alheia, pois estamos a falar de duas marcas, mas uma delas mais duradoura do que a outra. Porventura indelével.

Uma vive do produto que vende e do lucro que gera, enquanto gerar. A outra vive de feitos extraordinários e conquistas olímpicas, que não se transacionam. As medalhas de ouro nem sequer são joias, porque essas compram-se e vendem-se. As medalhas de ouro, tal como as homenagens, conquistam-se por mérito. Ponto.

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