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Deixemos por um momento a catástrofe da pandemia e concentremo-nos na degradação do regime. Com efeito, é muito provável que os governos do PS, assim como os do PSD+CDS, tenham prevaricado desde sempre por clientelismo, favoritismo e corrupção activa e/ou passiva! Hoje é certo que o PS, com a subida ao poder de José Sócrates manobrada desde Belém por motivos conhecidos, passou a governar por sistema através das múltiplas oportunidades de corrupção – material, política ou ética – que se oferecem, num país cuja cultura cívica foi sempre baixa e pouco melhorou desde o 25 de Abril, conforme os inquéritos que confirmam essa ideia perniciosa de que «eu não sou corrupto mas os outros sim»!

Em suma, o «discurso popular» tende a generalizar a ideia de que as múltiplas formas de falta de ética são fenómenos correntes. Num país onde predomina esta sub-cultura, cuja expressão é revelada pela maioria dos inquiridos que afirmaram, num anterior inquérito, que as suas dificuldades sócio-económicas não se deviam à falta de oportunidades mas sim à «corrupção dos outros»! Nesse pântano bem conhecido do «familismo amoral», seria de admirar que a esfera dos poderes públicos não estivesse minada pela tentação dos negócios fáceis com os candidatos à ascensão social e ao enriquecimento, seja a que nível for, desde a Junta de Freguesia até ao governo central.

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