Vladimir Putin

Vladimir Putin oferece asilo ao ex-diretor do FBI James Comey

141

O presidente russo disse que está disposto a dar asilo político ao ex-diretor do FBI James Comey, caso este seja perseguido pela justiça norte-americana, comparando-o a Edward Snowden.

O chefe do Kremlin respondia a perguntas dos cidadãos na sua "linha Direta"

ALEXANDER ZEMLIANICHENKO/POOL/EPA

O presidente russo, Vladimir Putin, disse, esta quinta-feira, que está disposto a conceder asilo político ao ex-diretor do FBI James Comey, caso este seja perseguido pela justiça norte-americana. Putin comparou a situação de Comey, que gravou uma conversa com o presidente Donald Trump, com a do especialista informático Edward Snowden, a quem a Rússia concedeu asilo em 2013, depois de este ter revelado sistemas de vigilância dos serviços secretos dos Estados Unidos.

“O que o diferencia de Snowden?”, questionou Putin, acrescentando que considera “muito estranho que um chefe dos serviços secretos grave uma conversa com o chefe de Estado sobre uma suposta ingerência russa nas eleições e que a passe para os meios de comunicação social através de um amigo”.

O chefe do Kremlin, que respondia a perguntas dos cidadãos na sua “linha Direta”, voltou a recusar as acusações de ingerência russa no processo das eleições presidenciais dos Estados Unidos e assegurou que Comey não apresentou provas das declarações recentes que fez perante o Comité de Inteligência do Senado.

“Disse que nós influenciámos as mentes dos norte-americanos para que votassem de determinada forma”, disse Putin, comentando que “isso acontece em todo o mundo com a propaganda dos Estados Unidos”.

“Se pegar num mapa do mundo, em qualquer ponto do planeta podemos ver a influência dos Estados Unidos”, frisou.

Para apoiar a sua negação de que tenha havido influência russa, Putin disse ainda que é “muito estranho” que o chefe do FBI tenha gravado conversas com o presidente norte-americano, para depois as fornecer à imprensa.

“O que diferencia então Comey de Snowden?”, questionou. Se é verdade que gravou as conversas e as entregou aos meios de comunicação social, “então não era um chefe dos serviços secretos, era um defensor dos direitos humanos que defende uma determinada posição”, frisou.

“Por isso, a Rússia está disposta a dar-lhe asilo político caso venha a ser perseguido. E ele deve ser informado disto”, concluiu.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Vladimir Putin

Síria: não há forma de lavar a hipocrisia 

José Milhazes

Lavrov apoiou a acção turca porque os ataques visam curdos e outras forças sírias apoiadas pelos EUA. Não é difícil imaginar o regozijo reinante no Kremlin face à luta entre parceiros da NATO na Síria

Presidente Trump

As semelhanças entre Obama e Trump

João Marques de Almeida

A eleição de Trump foi a derrota das elites bem pensantes e do establishment dos media, que prefere escrever para os seus egos e os seus pares em vez de tentar entender o que se está a passar nos EUA.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site