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Cursos de Medicina não são os únicos com 0% de desemprego. Conheça os 16 cursos que garantem pleno emprego

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A empregabilidade é, para ti, um critério importante na hora de escolheres o curso superior? Então fica a saber que há cursos que dão garantias de pleno emprego. E não são apenas os de Medicina.

Medicina não surpreende, mas o mesmo não se poderá dizer dos Estudos Comparatistas ou da Educação Musical

Andreia Reisinho Costa

Se começasse este artigo a dizer que os cursos de Medicina são um passaporte para um emprego garantido provavelmente não chamaria a tua (sua) atenção. Mas se disser que há, ao todo, 16 cursos lecionados em universidades e politécnicos públicos cuja taxa de desemprego, registada em 2016, e tendo em conta os inscritos em centros de emprego, não foi além dos 0,5%, provavelmente vai(s) querer saber quais são.

Dessa lista divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior fazem parte, além dos sete cursos de Medicina, dois de enfermagem — o da Escola Superior de Saúde, do Politécnico de Setúbal, e o da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, do Politécnico de Castelo Branco — e também a licenciatura em Química, da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa. Mais surpreendente será a presença dos Estudos Comparatistas, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da licenciatura em Educação Musical, pela Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto.

Estes cursos — que correspondem apenas a 1,5% do total da oferta disponível no concurso para 2017/2018 — vão abrir, no seu conjunto, 1.754 vagas e as médias variam entre 102,5 (dos Estudos Comparatistas) e 184,0 valores (Medicina, no Porto). As universidades surgem em destaque, sendo nomeadas 12 vezes e a Universidade de Lisboa surge particularmente bem na pintura.

Mas a verdade é que há muitos outros cursos com taxas de desemprego residuais, como podes verificar no Portal Infocursos. Nesse portal podes mesmo verificar, curso a curso, como é que ele compara com a taxa de desemprego nacional e com a taxa de desemprego registada na área de estudos em que se insere.

Não sendo este um indicador perfeito, uma vez que deixa de fora os desempregados que não se inscrevem em centros de emprego e aqueles que estão a trabalhar em áreas completamente distintas da sua formação, é o único que existe que permite ter alguma noção das garantias de cada curso ao nível da absorção pelo mercado de trabalho. Além disso, estes dados fazem um retrato da empregabilidade em 2016 que poderá não ser necessariamente a realidade daqui a uns anos, quando terminares o curso.

Certo é que ter um curso superior compensa sempre e não é de agora. Basta olhar para as taxas de desemprego registadas e divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística: em dezembro de 2016 a taxa de desemprego em Portugal era de 10,5%, e na população com Ensino Superior era de 8%. Também a evolução da percentagem de recém-diplomados inscritos em centros de emprego nos últimos três anos permite perceber que há menos recém-diplomados à procura de emprego, independentemente de terem tirado um curso superior no ensino público ou no privado.

A primeira fase de candidaturas ao Ensino Superior arranca esta quarta-feira, dia 19 de julho, e prolonga-se até dia 8 de agosto. Os resultados serão conhecidos a 11 de setembro.

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