Venezuela

Venezuela. EUA acusam Presidente de ameaçar partidos para “consolidar ditadura”

Os Estados Unidos acusaram na segunda-feira o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de ameaçar os partidos venezuelanos para "consolidar regime autoritário".

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

Os Estados Unidos acusaram na segunda-feira o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de ameaçar os partidos venezuelanos para “consolidar regime autoritário”.

“A tentativa de Maduro de proibir os partidos da oposição, nas (próximas) eleições presidenciais, é outra medida extrema para fechar o espaço democrático na Venezuela e consolidar o poder do seu regime autoritário”, escreveu a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano na conta da rede de mensagens instantâneas Twitter.

Segundo Heather Nauert, os Estados Unidos apoiam “o povo venezuelano nos esforços para restaurar a democracia”.

Nos últimos meses, Washington tem acusado frequentemente o Governo venezuelano de instaurar “uma ditadura” na Venezuela e de usar a Assembleia Constituinte para minar a democracia.

No domingo, Maduro anunciou que os partidos que não participaram nas eleições municipais e defenderam a abstenção estão impedidos de participar nas próximas presidenciais.

“Vontade Popular, Primeiro Justiça [dois dos principais partidos opositores] desaparecem do mapa político venezuelano, porque não participaram hoje (domingo) e pediram um boicote às eleições. Não podem participar mais. Esse é o critério da Assembleia Constituinte e eu, como chefe de Estado de um poder constituído, apoio”, disse.

Segundo Nicolás Maduro, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo) foi escolhido, no domingo, para governar mais de 300 das 335 câmaras municipais, durante os próximos quatro anos.

Entretanto, a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), denunciou que nas eleições foram violadas as garantias mínimas para participar no processo.

“Novamente vimos todo o aparelho do Estado a abusar do seu poder, incluindo o uso perverso do ‘cartão da pátria’ para submeter a vontade de um povo em situação de extrema necessidade”, explicou, em comunicado, a MUD.

No documento, a oposição explicou que o ‘cartão da pátria’, criado pelo Governo, é exigido para ter acesso a programas de assistência social e alimentos subsidiados e que foi usado para um censo paralelo.

Segundo Delcy Rodríguez, a presidente da Assembleia Constituinte, aquele organismo “está a avaliar os mecanismos para preservar o sistema de partidos da participação política na Venezuela” e que “muito em breve dará a conhecer a vontade” daquela assembleia.

Os três principais partidos da oposição, que integram a MUD, Ação Democrática, Vontade Popular e Primeiro Justiça, não participaram nas eleições de domingo, justificando a decisão numa alegada falta de confiança no Conselho Nacional Eleitoral.

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