Hollywood

Passadeira vermelha vai estar “vestida de luto” nos Óscares e Globos de Ouro

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Depois de um ano repleto de escândalos em Hollywood, pelos casos de assédio sexual, neste início de 2018 atrizes e atores juntam-se num movimento de solidariedade com as mulheres.

Getty Images

A passadeira vermelha da gala dos Globos de Ouro e dos Óscares vai vestir-se “de luto”. As atrizes vão vestir-se de preto, em modo de protesto contra o assédio sexual e em solidariedade para com todas as mulheres que foram vítimas dessas situações. Este movimento surge na sequência das acusações a Harvey Weinstein e de todas as outras que surgiram depois de conhecido o escândalo.

De acordo com os meios de comunicação social norte-americanos, e segundo o jornal El Español, espera-se que este padrão — o de vestir de preto — seja constante em todas as entregas de prémios até aos Óscares, que se realizam no início de março.

Ao que tudo indica, a ideia nasceu entre a equipa de Big Little Lies, uma das séries do ano que tem grande parte do seu elenco nomeado para os Globos de Ouro — Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Laura Dern e Shailene Woodley. Poucas atrizes manifestaram para já publicamente a intenção de o fazer, mas grandes marcas de moda revelaram que a maior parte dos pedidos que receberam foram de vestidos negros.

A atriz Amber Tamblyn partilhou na sua conta de Twitter uma mensagem que mostra a intenção de aderir ao movimento. Escreveu que “um vestido preto é só o começo de uma escuridão que se vai derramar sobre as indústrias de todo o país, quando o movimento terminar”.

Eva Longoria também se mostrou a favor da iniciativa, afirmando que este é “um momento de solidariedade, não um momento para a moda”. “Desta vez, a indústria não pode esperar que nos mantenhamos erguidas e que demos uma volta, não é esse momento”, disse Longoria.

Não só de mulheres é feito este movimento, também os homens decidiram vestir-se de preto em solidariedade para com elas. Dwayne Johnson já confirmou que se vai juntar ao grupo.

Há, contudo, quem não esteja de acordo, como é o caso de Jenny Cooney, membro da Associação de Imprensa Estrangeira, que pergunta nas suas redes sociais se as mulheres não “deveriam estar orgulhosas e vestir-se com cores para mostrarem que não serão mais submissas nem pressionadas”.

Também Rose McGowan, uma das atrizes que sofreu assédio por parte de Harvey Weinstein, disse que a hipocrisia de “atrizes como Meryl Streep, que trabalharam tão felizmente com ‘o porco monstruoso’ e agora se vestem de preto como protesto silencioso” a repugna.

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