Direitos das Mulheres

Arábia Saudita. As fotos do dia em que as mulheres puderam ir ao futebol pela primeira vez

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Pela primeira vez, mulheres puderam entrar num estádio de futebol para ver um jogo. Mas a medida ainda só se aplica a três estádios do país, onde há secções especiais para mulheres.

AFP/Getty Images

O jogo entre as equipas Al-Ahli e Al Baten, da Primeira Liga da Arábia Saudita, vai ficar para a história, mas não pelo que aconteceu dentro do campo. Foi a primeira vez que mulheres puderam entrar num estádio de futebol para ver um jogo.

Até ao mês passado, entrar nos estádios era um dos elementos da longa lista de coisas que as mulheres não podem fazer naquele país, mas o príncipe Mohammed bin Salman, que tem vindo levantar muitas das restrições impostas às mulheres.

Em setembro, por exemplo, acabou a proibição de conduzir automóveis para as mulheres — mas a medida só entra em vigor em junho, para dar tempo para a formação de instrutoras de condução.

A Arábia Saudita era o único país no mundo onde as mulheres estavam proibidas de conduzir. A proibição era um dos principais símbolos da repressão que as mulheres sofrem naquele país.

A medida não foi, contudo, unânime, chegando a haver clérigos importantes a argumentar que os homens não saberiam como reagir ao ver uma mulher ao volante ou mesmo que conduzir pode ferir os ovários das mulheres.

Esta semana, para dar continuidade a este processo, abriu o primeiro stand de automóveis exclusivo para mulheres na Arábia Saudita.

Em 2016, a Arábia Saudita encontrava-se em 141º lugar (entre 144 países) no ranking relativo à paridade de género do Fórum Económico Mundial.

A autorização de assistir a jogos de futebol nos estádios está a ser implementada, para já, em apenas três estádios (Riade, Jidá e Dammam), onde haverá secções especiais para mulheres.

A lista de proibições para mulheres continua a incluir uma série de coisas do dia-a-dia, como recorda a BBC. Pedir o passaporte, viajar para o estrangeiro, casar, abrir uma conta bancária, abrir determinados comércios, marcar uma cirurgia ou sair da prisão: uma mulher continua a precisar de autorização de um homem para fazer tudo isto.

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