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Martim Moniz ficou entalado na porta? Talvez não tenha sido bem assim…

17 Setembro 2016433

Já se sabe: quem conta um conto, acrescenta um ponto e nem a História de Portugal ficou alheia a isso. Num novo livro, Ricardo Raimundo recupera alguns episódios que não se passaram "bem assim".

Diz a lenda que, durante o cerco de Lisboa, Martim Moniz sacrificou a própria vida ao colocar-se entre uma porta para que as forças portuguesas pudessem entrar na cidade. Pelo seu ato de grande coragem, a entrada, situada na antiga cerca moura, foi batizada “Porta de Martim Moniz” e junto a ela foi mandada erigir uma estátua em sua honra. Desaparecida a cerca e a escultura, construiu-se no local uma praça — a Praça Martim Moniz — e na segunda metade do século XX uma estação de metro — a estação de Martim Moniz.

Monumentos à parte, o que muitos portugueses não sabem é que a entaladela que levou Martim à morte não passa, muito provavelmente, de uma invenção tardia de um dos seus descendentes à procura de um pouco de glória. Mas está longe de ser a única. Na História de Portugal, existem muitos outros episódios que não aconteceram exatamente como se conta e que são a prova viva de que quem conta um conto, acrescenta mesmo um ponto (ou vários).

Felizmente para os que preferem a verdade aos floreados das histórias de encantar, Ricardo Raimundo, historiador e colaborador do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica, decidiu reunir em livro alguns dos Episódios da História de Portugal que não aconteceram bem assim…

"Temos a ideia, muitas vezes preconcebida, de que a História foi assim. Na verdade, acaba por ser uma construção que vai mudando de acordo com os interesses, as ideologias e as fontes que vão sendo descobertas, encontradas ou reencontradas."
Ricardo Raimundo, historiador

Ao Observador, o autor explicou que o objetivo era “contrariar aquela imagem mais séria da História” e chamar a atenção para alguns aspetos e acontecimentos da História de Portugal que muitas vezes “não são tão abordados na escola” (e que chegam mesmo a fugir da “área da História”), tornando-os acessíveis ao grande público. “Temos a ideia, muitas vezes preconcebida, de que a História foi assim. Na verdade, acaba por ser uma construção que vai mudando de acordo com os interesses, as ideologias e as fontes que vão sendo descobertas, encontradas ou reencontradas“, afirmou.

Este é por exemplo o caso do famoso Galo de Barcelos ou dos muitos castelos que ainda enchem a paisagem portuguesa. “[O Galo de Barcelos] é o nosso símbolo, de Portugal, e os estrangeiros associam-no aos portugueses. E, afinal, é uma construção do Estado Novo”, referiu Ricardo. “Os nossos castelos, que nos habituámos a ver não existiam antes dos anos 30 do nosso século — são uma reconstrução do Estado Novo e foram feitos para embelezar a paisagem e enaltecer a nossa História. O problema é que alguns deles não correspondem aos critérios da época…”

Outro caso é do Templo de Diana, em Évora. Ao contrário do que muitos pensam, este não tem nada a ver com a deusa romana. “Todos o conhecemos como Tempo de Diana, mas não é consagrado à deusa da caça”, frisou Ricardo Raimundo. Mas, a verdade, é que ninguém sabe ao certo por que motivo é que foi edificado no fórum da antiga cidade de Liberitas Iulia, mas existem algumas teorias — uns pensam que foi construído em homenagem ao imperador Octávio Augusto, outros que foi dedicado a Júpiter.

"Os nossos castelos, que nos habituámos a ver não existiam antes dos anos 30 do nosso século — são uma reconstrução do Estado Novo e foram feitos para embelezar a paisagem e enaltecer a nossa História."
Ricardo Raimundo, historiador

Exemplos não faltam e Ricardo reuniu 40 em Episódios da História de Portugal que não aconteceram bem assim… “São questões que foram moldadas. Foram criadas com um determinado tipo de interesse e que acabaram por se ir prolongando no tempo”, afirmou. Distribuídos por quatro capítulos, há episódios que são conhecidos — como o da criação da Escola de Sagres pelo Infante D. Henrique — e outros que estão longe de serem famosos — o da verdadeira padroeira do Porto (sim, padroeira) e o do Condestável que se queria passar para Espanha. Este são alguns deles:

D. Afonso Henriques bateu mesmo na mãe?

Depois de ter enfrentado e vencido as tropas de sua mãe, D. Teresa, na Batalha de São Mamede, D. Afonso Henriques terá colocado a progenitora e o seu amante, Fernão Peres de Trava, na prisão. Como se isso não fosse castigo suficiente, diz a lenda que o jovem governante terá mesmo batido na própria mãe, terminando assim com uma contenda que começou com a morte do pai, o conde D. Henrique, em 1112.

Furiosa com o filho, D. Teresa decidiu lançar-lhe uma maldição. De acordo com a IV Crónica Breve de Santa Cruz de Coimbra, a governante deposta terá pedido a Deus que o filho fosse preso tal como ela e que as suas pernas fossem partidas por “ferros”. Como qualquer boa praga, esta veio a concretizar-se trinta anos depois, quando D. Afonso Henriques, já rei de Portugal, tentou conquistar Badajoz.

Obrigado a ordenar a retirada das suas tropas, D. Afonso Henriques acabou por partir uma perna contra o ferrolho de um portão. Preso por D. Fernando II, rei de Leão, só foi libertado depois de renunciar às terras a norte do rio Minho e à Galiza. O pior de tudo foi a sua perna que, a partir daquele dia, nunca mais ficou boa. Tudo por culta da praga rogada por D. Teresa.

Mas será que aconteceu exatamente assim?

Apesar de a lenda ser bem conhecida, os documentos da época contam outra história. Dizem estes que, depois da Batalha de São Mamede (ocorrida a 24 de junho de 1128), os derrotados não foram presos nem tão pouco alvo de qualquer violência. D. Teresa e Fernão Peres limitaram-se a abandonar o território portucalense, recolhendo-se na região de Limia, na Galiza, na companhia das suas duas filhas, Sancha e Teresa Fernandes. Foi aí que a mãe de D. Afonso Henriques acabou por morrer, a 1 de novembro de 1130.

Quanto à perna, é verdade que D. Afonso Henriques a partiu. Contudo, o episódio do cerco a Badajoz, na altura a praça mais importante da zona ocidental da Península Ibérica, foi, reinventado anos mais tarde nas paredes do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra com um único objetivo, como escreveu Ricardo: o de “enaltecer a imagem grandiosa de D. Afonso, primeiro rei dos Portugueses, e rendilhar o que fora um acidente, num ato vingativo da mãe, conferindo assim uma maior carga sobrenatural ao fundador do reino”.

Egas Moniz foi aio de D. Afonso Henriques?

Quando D. Afonso VII subiu ao trono de Leão e Castela, após a morte da sua mãe, Urraca I, em 1127, exigiu, como era costume, que todos os seus vassalos renovassem os laços de subordinação. D. Afonso Henriques, que tinha ambição de se tornar independente do reino de Leão e Castela e de alargar as fronteiras do Condado Portucalense, recusou-se a fazê-lo.

Perante a sua recusa, D. Afonso VII viu-se obrigado a deslocar-se até Guimarães e a montar cerco ao primo, que tentou resistir o máximo que pôde. Mas, quando os mantimentos começaram a escassear, Afonso Henriques não teve outro remédio senão aceitar que um grupo de nobres, liderados por Egas Moniz de Ribadouro, negociasse tréguas com o rei de Leão e Castela. A paz reinou entre os dois governantes até 1131, altura em que D. Afonso Henriques decidiu quebrar os laços que o ligavam a Afonso VII e invadir a Galiza.

Ora, diz a história que, uma vez quebrado o acordo firmado por Egas Moniz, que este se deslocou até Toledo, capital do reino de Afonso VII. Vestido com um hábito de penitente, descalço e com uma corda ao pescoço, o velho aio de Afonso Henriques colocou a sua vida ao dispor do rei, assim como a da sua mulher e filhos. Isto porque, na Idade Média, “o rompimento da palavra dada era coisa gravíssima, que acarretava a quebra da dignidade, a perda da honra e a ignomínia para o autor de tal malfeitoria”, como explicou Ricardo Raimundo em Episódios da História de Portugal. Comovido pelo ato de Egas, D. Afonso VII terá perdoado o aio, enviando-o de volta a Portucale.

Diz a lenda que foi no Castelo de Guimarães, onde residiu o Conde D. Henrique, que terá nascido o primeiro rei de Portugal

Apesar de famosa, a história terá sido uma criação de João Soares Coelho, um trovador do tempo de Afonso III de Portugal que acreditava ser descendente pela via bastarda de Egas Moniz. De forma a homenagear o seu antepassado, João Soares compôs, na segunda metade do século XIII, o épico Gesta de Egas Moniz, no qual contava como o seu antecessor tinha colocado a vida ao dispor de Afonso VII. De acordo com Ricardo Raimundo, a história “entranhou-se no imaginário coletivo e foi incluído nas crónicas medievais de 1344 e 1419, como se de um facto se tratasse”.

Mas este não é o único problema. Segundo o autor, além de não haver certezas quanto ao cerco de Guimarães, Egas Moniz poderá nem ter sido aio de Afonso Henriques: “Era comum, à época, entregar os jovens infantes a um magnata que acompanharia a sua educação e se tornaria no seu principal conselheiro. Afonso Henriques também foi entregue a um desses magnatas da corte do conde D. Henrique [seu pai], mas não há certezas quanto ao seu nome“.

Foi também João Soares Coelho que atribuiu a Egas a função de aio. Antes disso, e até à morte do irmão, Ermígio Moniz de Ribadouro, em 1153, Egas costumava aparecer nos documentos na companhia deste e de outro irmão, Mendo, mas “sempre em segundo lugar”. Como refere Ricardo Raimundo, “Ermígio parece ter autoridade familiar e política superior à de Egas”. “Foi o primeiro conselheiro do infante e desempenhou funções políticas que o colocavam como o membro mais importante da corte entre 1128 e 1135.”

Por esse motivo, o autor chega mesmo a colocar a questão se não teria sido Ermígio, e não Egas, o verdadeiro aio de D. Afonso Henriques.

Martim Moniz ficou mesmo entalado na porta?

Na crónica de 1632, o Frei António Brandão conta que, em 1147, Martim Moniz sacrificou a própria vida ao atravessar-se num portão das muralhas de Lisboa para que os cristãos, comandados por D. Afonso Henriques, pudessem entrar no castelo e conquistar a cidade, uma das mais importantes dos domínios muçulmanos. Contudo, os documentos relativos ao certo e conquista de Lisboa levantam várias questões que põem em causa o relato do cronista.

Segundo explica Ricardo Raimundo, o “assalto à cidade foi tentado por meio de uma torre móvel, que, aproximada da muralhada cidade, a permitia atacar de cima, e, além disso, a investida não se chegou a efetuar porque os mouros se renderam antes, ao verem que não conseguiam fazer frente à força dos portugueses”, ajudados por cruzados que tinham partido de Dartmouth, em Inglaterra, em direção à Terra Santa. “Além disso, a ocupação da fortaleza superior do castelo deu-se de forma pacífica.”

Quer isto dizer que Martim Moniz nunca poderia ter morrido como é descrito pelas crónicas posteriores — ou seja, entalado por uma porta. Além disso, as fontes da época não referem o ato corajoso do nobre. “Existem dois relatos de cruzados estrangeiros que estiveram em Portugal e que participaram do cerco. Tendo em conta o sacrifício que foi atribuído a Martim Moniz, seria um acontecimento capaz de figurar num relato deste género.” Só que não figura.

"Existem dois relatos de cruzados estrangeiros que estiveram em Portugal e que participaram no cerco. Tendo em conta o sacrifício que foi atribuído a Martim Moniz, seria um acontecimento capaz de figurar num relato deste género."
Ricardo Raimundo, historiador

“É muito estranho. Estamos a falar de alguém que se atravessa numa porta e não ser revisitado, nem numa fase inicial, é muito estranho”, afirmou Ricardo Raimundo durante a conversa com o Observador. “O que existe depois é a homenagem de um descendente”, um tal João Roiz de Vasconcelos e Sousa que, em 1646, mandou erigir uma estátua no lugar onde o seu antepassado terá morrido, “lembrando o acontecimento”.

Mas partindo do princípio que a história tem um fundo de verdade, o mais provável é que Moniz tenha morrido durante uma das muitas lutas travadas entre portugueses e mouros. “Nesse, ou noutro combate semelhante, Martim, lançado em perseguição dos mouros, foi por eles morto junto a uma porta, talvez mesmo quando tentava impedi-los de a fecharem. Um ato de coragem que lhe custou a vida e que foi um entre os muitos que então se verificaram. Os anos passaram e a sua memória perdura.”

Como quem conta um conto acrescenta um ponto, é bem possível que, com o passar dos anos, a morte trágica de Martim Moniz se tenha tornado na lenda heroica que chegou até aos dias de hoje. Além disso, “deturpa-se, engrandecendo, a tradição da conquista de Lisboa. Os mouros não se renderam, a cidade é que foi tomada de assalto num combate heroico”. Assim, “Martim Moniz passou a morrer entalado na porta do castelo durante o assalto decisivo, que fará romper Lisboa em poder dos cristãos, e para cujo êxito o seu sacrifício foi um facto de primordial importância”.

A Rainha Santa Isabel transformou pão em rosas? Ou foi a sua tia-avó?

D. Isabel de Aragão, filha de D. Pedro III de Aragão, casou com o rei D. Dinis em 1282. Conhecida pela sua imensa vontade, ganhou fama de santa ainda em vida. Quando o marido morreu, em 1325, vestiu o hábito e entrou para o Convento de Santa Clara, em Coimbra. A fama de santidade foi reconhecida pela Igreja 180 anos depois da sua morte. Foi beatificada em 1516 e canonizada em 1625.

De todas as histórias relacionadas com a Rainha Santa Isabel, a mais famosa é a do milagre das rosas. Diz a lenda que o rei, irritado pela mulher andar sempre a distribuir dinheiro pelos pobres, a proibiu de dar mais esmolas. Apesar da proibição do marido, a rainha continuou a ajudar os mais carenciados às escondidas, escapando do castelo às escondidas com o manto cheio de pão.

Certo dia de janeiro, ao vê-la sair do castelo, D. Dinis, desconfiado, decidiu perguntar-lhe o que levava escondido no regaço. “São rosas, senhor!”, respondeu-lhe a Rainha Santa. “Rosas? Em janeiro?”, duvidou o rei. De olhos pregados no chão, a rainha abriu o manto. Do seu regaço, caíram rosas, as mais belas que alguma vez se tinham visto.

Dizem as várias variantes da história — em que as moedas de ouro se transformaram em rosas, rosas que se transformaram em ouro ou pão que se transformou em várias flores — que o milagre terá acontecido em Coimbra, Estremoz ou no castelo do Sabugal durante o inverno, muito provavelmente em janeiro. Independentemente da versão, uma coisa é certa: o milagre e a frase proferida por D. Isabel são criações posteriores.

O registo mais antigo da lenda está num retábulo quatrocentista conservado no Museu da Catalunha, mas admite-se a possibilidade de ser anterior e de circular oralmente desde o século XIV (mas não se sabe ao certo quando). Foi passada pela primeira vez para o papel em 1562, por Frei Marcos de Lisboa, autor da Crónica dos Frades Menores.

Mas o mais interessante é que o milagre das rosas não é original. Longe disso. De acordo com Ricardo Raimundo, este é muito semelhante ao atribuído à tia-avó da Rainha Santa, a Santa Isabel da Hungria. Sobrinha de Santa Edviges e tia das também santas Cunegundes e Margarida da Hungria Isabel da Hungria era ainda prima de Santa Inês de Praga. Bem vistas as coisas, a santidade era uma coisa comum na família da rainha portuguesa.

Fora do círculo familiar de D. Isabel, houve também quem realizasse milagres idênticos. A castelhana Santa Cacilda e a italiana Santa Zita, que nasceram e morreram antes da Rainha Santa transformar pão em rosas, também ficaram conhecidas por transformar oferendas aos pobres em flores. Em todas as histórias, a resposta é a mesma: “São rosas, senhor!”.

Inês de Castro foi coroada depois de morta?

Costuma dizer-se que não há amor como o de Pedro e Inês de Castro. A história, uma das mais trágicas da História de Portugal, inspirou gerações e gerações de artistas, como Luís de Camões ou Bocage. Até Columbano Bordalo Pinheiro deixou por momentos os seus retratos burgueses para pintar Inês pedindo pela vida dos seus filhos. Porém, nem tudo na tragédia de Pedro e Inês se passou como é relatado.

Quando D. Afonso IV morreu, D. Pedro I tomou em mãos a tarefa de vingar Inês de Castro. Mandou perseguir e matar os assassinos de sua a amada e não descansou enquanto não colocou a nobre galega no lugar que era seu de direito — no trono de Portugal. Literalmente.

Diz a história que, pouco tempo após ter sido coroado rei, em 1357, D. Pedro convocou toda a nobreza portuguesa ao Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra, onde Inês tinha sido sepultada. Depois, mandou desenterrar a amada e colocá-la num trono, vestida com roupas ricamente decoradas e com uma coroa de ouro na cabeça. Como se de uma verdadeira cerimónia de coração se tratasse, obrigou todos os fidalgos a beijarem a mão direita de Inês, coberta por uma luva, em sua homenagem.

No final cerimónia, os restos mortais de Inês de Castro foram transladados para o Mosteiro de Alcobaça, onde, mais de 600 anos depois, ainda jazem junto aos de Pedro.

Inês de Castro está sepultada no Mosteiro de Alcobaça, em frente a D. Pedro

Apesar de famosa, a história do beija-mão e da coroação do cadáver de Inês de Castro não passa de um mito. De acordo com o historiador Ricardo Raimundo, “não existe nenhum documento que a comprove ou sequer indicie que possa ter acontecido”. Além disso, “sabe-se hoje que os reis portugueses do século XIV não eram coroados nem usavam ou possuíam coroa.” Então, de onde é que surgiu?

Ao que tudo indica, o episódio terá sido inventado pelo castelhano Frei Jerónimo Bermudez que, em meados do século XVI, publicou do outro lado da fronteira a obra Nise Laureada (1557), sobre a sede de vingança de D. Pedro. O frei terá sido inspirado pela Castro, uma tragédia do português António Ferreira que deu a conhecer o amor trágico de Pedro e Inês (mas sem os pormenores mórbidos).

O episódio relatado por Bermundez chegou a Portugal mais tarde, graças ao escritor luso-filipista Manuel de Faria e Sousa. A partir daí, começou a figurar em toda e qualquer literatura relativa aos amores de Pedro e Inês — histórica, dramática e de cordel –, como se de uma verdadeira história se tratasse.

Episódios da História de Portugal que não aconteceram bem assim… chegou às livrarias no dia 7 de setembro. O livro custa 14,90 euros

(texto corrigido às 18h55)

Texto de Rita Cipriano, ilustração de Andreia Reisinho Costa.
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