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O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) entra hoje em vigor na fase “Bravo”, – a segunda mais crítica no combate a incêndios – com mais meios do que em 2013, mobilizando 1251 viaturas  e 5175 pessoas.

O dispositivo é reforçado este ano com mais 250 bombeiros e quatro meios aéreos relativamente ao ano passado e terá um custo de 85 milhões de euros.

Apesar de a época de incêndios ainda não ter começado, nos últimos três dias já deflagraram mais de 200 fogos, tendo só na quarta-feira ocorrido cerca de 90, segundo dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Esta quinta-feira, pelas 7h, havia dois incêndios em curso.

A partir de hoje, o combate a incêndios contará com oito meios aéreos, sendo que outros cinco serão disponibilizados a 1 de junho, 17 a partir de dia 15 de junho e os restantes quatro no dia 20 de junho, disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

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Durante a fase Bravo estão operacionais 512 equipas de vigilância terrestre, 315 equipas de vigilância e ataque inicial e 681 equipas de combate, segundo os dados disponibilizados pelo DECIF.

À fase Bravo – que termina a 30 de junho – sucede a fase Charlie, que decorre entre 1 de julho e 30 de setembro e é considerada a mais crítica a nível de incêndios. Nessa altura, os meios serão reforçados com mais 50 equipas de combate e mais 250 bombeiros do que em 2013.

O Jornal de Notícias (JN) desta quinta-feira avança que os incêndios florestais podem este ano “ser piores do que em 2003”, quando arderam 425 770 hectares de floresta. De acordo com o investigador Xavier Viegas, diretor do Centro de Estudos em Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, citado pelo JN, em 2014 os fogos podem ser piores devido às chuvas que fizeram crescer muita vegetação, aumentando em 40 ou 50% a vegetação fina.  “Se parar de chover a partir deste mês, temos de estar preparados para um verão que pode ser muito mau”, explica o investigador.

As previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para o resto do mês apontam para uma precipitação total semanal inferior ao normal, com a temperatura média acima do normal.