Membros do Governo e deputados da coligação Aliança Portugal apareceram em peso na Cervejaria Trindade para ouvir Passos Coelho dizer que os dois partidos não estão “desesperados” com as eleições, que a Europa também sofreu por Portugal e que por isso merece a mobilização dos portugueses. A arruada do Chiado em seguida – uma das únicas iniciativas de contacto com a população na última semana -, foi rápida e com pouca gente nas ruas fora do aparelho PSD/CDS-PP.

Novamente sem mencionar a liderança socialista e perante uma audiência recheada de caras conhecidas, tanto do CDS – o ministro Mota Soares compareceu, assim como Ribeiro e Castro, embora o ex-líder não tivesse lugar à mesa -, como do PSD – Marques Guedes, Marco António Costa, Assunção Esteves estiveram presentes -, Passos Coelho disse que os dois partidos não estão “desesperados” com as eleições. As sondagens conhecidas nesta semana dão entre quatro a 10 pontos de distância entre a coligação e o PS, mas o primeiro-ministro afirmou: “A nossa vida cá continuará no dia a seguir a lutar com os portugueses no dia seguinte às eleições”.

“Muitos que defendem uma Europa mais solidária e futuro fazem promessas vazias porque não sabem o que isso significa”, defendeu Pedro Passos Coelho, apontando a transformação que o país tem vindo a sofrer. “Ainda temos trabalho para fazer, ainda défice para cortar e ainda há feridas abertas pela crise para sarar, mas hoje os investidores não têm medo de investir porque acreditam que o euro veio para ficar”, ressalvou, acrescentando que “a Europa também sofreu por nós e merece uma mobilização dos portugueses”.

Arruada animada pela aparição de Santana Lopes

A concentração PSD/CDS-PP e arruada no Chiado logo a seguir ao almoço manteve algumas caras conhecidas, como Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, e Pedro Reis, ex-presidente da AICEP e mandatário da Aliança Portugal, mas não teve muita sorte no contacto com a população. Apesar do grupo ser grande, era na maioritariamente constituído por militantes e pela comitiva da campanha.

As aparições inesperadas de Filipe Anacoreta Correia, líder da corrente que se opõe a Paulo Portas no CDS e de Santana Lopes – por quem a comitiva fez compasso de espera quase a chegar ao Rossio -animaram os ânimos dos apoiantes. “Esta lista é uma boa lista e combina a ousadia e sensatez do projeto europeu e quis vir deixar aqui bem claro que estou com eles e no domingo lhes vou dar o meu voto”, sublinhou Santana Lopes.

A descida da Rua Garrett foi rápida e a maior parte das pessoas na rua eram turistas, o que não deu grande oportunidade aos candidatos para espalharem a sua mensagem. Não desistindo da missão, Melo e Rangel entraram dentro de lojas, saltaram quando os jotas lhes pediram e distribuíram canetas e panfletos.