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O PS quer saber se o Governo “está a negociar na costas dos portugueses um mini-memorando com o FMI”? Os socialistas reagiram assim em conferência de imprensa à notícia do Observador que dá conta que o Governo pediu uma extensão do programa, por causa do chumbo do Tribunal Constitucional.

Desde o fim do programa de ajustamento que os socialistas insistem em saber o conteúdo da carta de intenções que o Governo assinou com a troika. E, agora, voltam a perguntar qual é o conteúdo. Para o secretário-nacional do partido, Eurico Brilhante Dias, se o Executivo tem agora a necessidade de negociar, é porque nela constam “cortes nos salários e pensões”, uma vez que foram estas as medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

“O PS pede ao governo que seja claro: que diga quais são os compromissos que assumiu com a troika”, disse Eurico Brilhante Dias.

O dirigente socialista repetiu por várias vezes a ideia que este pedido de extensão mais não é do que um “mini-memorando” de entendimento, que terá “um conjunto de obrigações que vinculam Portugal”. Além disso, lembrou o secretário-nacional, está em causa a última tranche de ajuda ao país, mas como “o governo tem uma almofada financeira superior a 15 mil milhões de euros. Nãp é a última tranche que colocará em causa o financiamento da república”, afirmou.

Na conferência de imprensa que deu esta segunda-feira ao final da manhã no Rato, para reagir à notícia do Observador, Eurico Brilhante Dias referiu ainda os dados do Instituto Nacional de Estatística relativos ao crescimento do PIB e às exportações. “É a confirmação do caminho errado que o Governo tem levado nestes três anos”, disse.

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