Mundial 2014

El Niño traz mais calor, seca e chuva

Enquanto as seleções se preparavam para o campeonato do mundo de futebol, um fenómeno climático ganhava forma no Pacífico Sul. O clima pode tornar-se ainda mais difícil de suportar para os jogadores.

Um dos efeitos do El Niño podem ser chuvas intensas

VANDERLEI ALMEIDA/AFP/Getty Images

O calor e a humidade serão um problema para muitas equipas durante o Mundial de Futebol no Brasil. As previsões apontam para temperaturas de 30º C e 80 por cento de humidade nos estádios a norte do país. Se, e quando, o El Niño chegar ao Brasil as condições serão ainda mais extremas – pode esperar-se mais seca no norte e nordeste e mais chuva a sul, para lá de um aumento generalizado da temperatura em todo o país.

Já há indícios de que o El Niño está em desenvolvimento e poderá afetar o Brasil entre o final do inverno e princípio da primavera do hemisfério sul, disse ao Observador Anna Bárbara, editora da revista Climanálise, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, no Brasil. As previsões climáticas apontam mesmo para uma possível influência no regime de chuvas durante o trimestre junho-julho-agosto, período durante o qual se realiza a competição (12 de junho a 13 de julho).

Normalmente os ventos no oceano Pacífico vão de este para oeste junto à àgua, “arrastando” as águas quentes da superfície, aquecidas pelo Sol. Na zona oeste do oceano as águas quentes evaporam e geram mais chuva. Na zona este, junto à costa oeste da América do Sul, as águas frias sobem à superfície porque as quentes foram “arrastadas” pelos ventos. As águas frias trazem oxigénio e nutrientes e tornam-se bastante ricas em peixe que têm muito onde se alimentar.

Durante o fenómeno climático El Niño os ventos normais de este para oeste param ou diminuem de intensidade e toda a superfície do oceano na região equatorial se torna mais quente. O aquecimento da água gera evaporação, logo mais chuva na região, podendo também alterar a direção dos ventos. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), no Brasil, tem uma página dedicada ao El Niño que permite perceber melhor o fenómeno.

Os efeitos destas alterações sentem-se principalmente no Pacífico Sul mas podem afetar todo o planeta. Quando a atmosfera e a Terra atingiram velocidades de rotação diferentes durante o El Niño de 1982-1983 esse dia teve mais um milissegundo, explica Billy Kessler, oceanógrafo na Administração Nacional dos Ocenanos e Atmosfera (NOAA), nos Estados Unidos.

Com ou sem El Niño o Brasil defrontará a Croácia esta quinta-feira no estádio Arena Corinthians, em São Paulo. A previsão para a cidade é de tempo nublado, mas com temperaturas a chegar aos 25º C. A probabilidade de chuva é baixa, mas humidade próxima dos 70 por cento à hora do jogo, lê-se na página do CPTEC.

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