O vice-presidente do PSD defende que a coligação PSD-CDS vai chegar ao fim do mandato, mas diz que “seria útil se se pudesse olhar rapidamente para uma coligação para o futuro”. Em entrevista à Rádio renascença, Marco António Costa apressa o PS a resolver as suas questões internas “rapidamente” para “se apresentar como aliado” e não como “obstáculo” aos consensos.

Defendendo que o Governo tem a “obrigação” de levar o seu mandato “até ao fim, até à exaustão”, o dirigente social-democrata diz que “não seria correto do ponto de vista democrático, nem do interesse nacional” precipitar eleições aproveitando o facto de o Partido Socialista ser apanhado “desprevenido”, numa altura em que “está desorganizado”.

“Espero que o PS resolva as suas questões internas rapidamente e se apresente como aliado na resolução de problemas e consensos e não como um obstáculo e um permanente foco de instabilidade na vida política nacional”, disse.

Sobre o chumbo do Tribunal Constitucional a três normas do Orçamento de 2014 no dia 30 de maio, o vice-presidente do PSD deixou críticas aos juízes do Palácio Ratton, afirmando que, “se tivessem anunciado a decisão 15 dias depois da data em que o fizeram Portugal teria tido oportunidade de receber 2,6 mil milhões de euros e ver encerrado formalmente o programa com o FMI”.

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“Nós vimo-nos impedidos de receber a última tranche [da troika] porque o Tribunal Constitucional não esperou pelo dia 16 de junho para fazer o anúncio do acordo”, disse à Renascença. O que significa que, nessa altura, “o programa de ajustamento não estava terminado – faltava receber a tranche”. Se o tivesse feito depois da data marcada para o país receber a última fatia do pacote de ajuda externa, “tudo aquilo que viesse a ser decisão futura do tribunal, e tudo o que o Governo viesse a decidir sobre as medidas substitutivas, seria tratado estritamente no plano interno”.

Marco António Costa disse ainda que a resposta ao pedido de aclaração teria sido “desejável”, uma vez que é “do interesse de todos os portugueses que haja previsibilidade na execução orçamental”. Assim como também seria “desejável” que o Presidente da República fizesse o pedido de fiscalização preventiva sobre as medidas mais sensíveis previstas para o Orçamento do Estado para 2015.