O inquérito, realizado em parceria com a estação de televisão norte-americana ABC, indicou que apenas 42% dos entrevistados aprova a gestão de Obama da crise no Iraque, país abalado por uma ofensiva sunita liderada pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que já ocupou um terço do território iraquiano.

Os resultados deste inquérito são muito semelhantes aos de outra sondagem realizada pelo jornal The New York Times e pela cadeia de televisão CBS, também hoje divulgada, que revelou que 52% dos entrevistados dão nota negativa às decisões de Obama e que 37% aprovam a gestão da administração norte-americana da crise iraquiana.

Segundo a sondagem do diário The Washington Post, 45% dos inquiridos apoiam a ideia dos Estados Unidos realizarem ataques aéreos contra os insurgentes sunitas, uma hipótese que é rejeitada por 46%.

Dentro do grupo de pessoas que aprovam a realização de eventuais ataques aéreos, 58% são republicanos, 44% são democratas e 41% são independentes, indicou o diário norte-americano.

Um dado a destacar é que quase 65% dos entrevistados são contra o envio de tropas terrestres para o Iraque, país que foi invadido pelas forças norte-americanas em 2003 e onde morreram mais de quatro mil soldados norte-americanos e dezenas de milhares ficaram feridos.

A sondagem do jornal The Washington Post, realizada entre 18 e 22 de junho, envolveu um universo de 1.009 adultos norte-americanos, admitindo uma margem de erro de aproximadamente 3,5 pontos percentuais.

Na passada quinta-feira, Barack Obama anunciou que os Estados Unidos estavam prontos para avançar com uma ação militar “cirúrgica” e com “alvos precisos” no Iraque, caso fosse necessário.

Na mesma ocasião, o chefe de Estado norte-americano referiu o envio de 300 conselheiros militares para o Iraque para “treinar, ajudar e apoiar” as forças iraquianas.