A Assembleia da República discute esta quinta-feira uma proposta do PSD e do CDS-PP para fazer do dia 13 de outubro o dia nacional do Peregrino. O dia já é celebrado anualmente por milhares de católicos que acorrem a Fátima, por ser a data em que em 1917, terá acontecido o Milagre do Sol. A maioria considera que o “ato de peregrinar” vai para além da condição religiosa e tem também “uma dimensão social, cultural e económica que se deve também valorizar”.

Entre maio e outubro, milhares de católicos acorrem ao Santuário de Fátima para rezar e para cumprir promessas. Muitas destas pessoas escolhem fazer o caminho que separa as suas casas do local de peregrinação a pé e em conjunto e a maioria na Assembleia da República pretende agora instituir um dia Nacional do Peregrino que dignifique “o papel do peregrino na construção da sociedade portuguesa” e reflita “a forte tradição na realização de peregrinações cristãs”.

Segundo os deputados do CDS e do PSD que acordaram um texto comum (e por isso tudo indica que este dia nacional venha a ser aprovado na votação na sexta-feira), não só se deve “valorizar o motivo” que leva o peregrino “a fazer essa jornada, determinante para a sua vida, onde muitas vezes se procura o sentido da própria existência, como um percurso interior”, mas também a “dimensão social, cultural e económica” das peregrinações em Portugal.

Os Dias nacionais propostos pela Assembleia

Também este ano, a maioria propôs e a Assembleia aprovou o dia Nacional da Paralisia Cerebral, que se comemorará este ano pela primeira vez a 20 de outubro para “dar uma maior relevância às pessoas que sofrem dessa doença tão incapacitante” e “aumentar a informação e a sensibilização da sociedade”. O pedido para a instituição deste dia partiu da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC) através de uma petiçao.

Mas nem todos os dias nacionais são tão consensuais. Em 2006, o PSD propôs a instituição do dia Nacional do Cão, uma proposta que gerou algum desconforto dentro da bancada social-democrata e estupefação nas restantes forças políticas. Quem encabeçou esta iniciativa foi Luís Marques Guedes, o atual ministro dos Assuntos Parlamentares – que na altura era líder da bancada parlamentar. O dia também foi pedido através de uma petição, mas Hugo Velosa no PSD criticou a prioridade dada a esta iniciativa. O CDS considerou a iniciativa “disparatada” e o dia do cão nunca foi para a frente, tendo caducado em 2009.