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O Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC) já foi legalizado e as primeiras eleições vão decorrer em setembro, avança o Público. Até lá, o órgão sindical vai ser composto por uma comissão instaladora de nove elementos e não vai estar ligado nem à Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) nem à União Geral de Trabalhadores (UGT).

“Estamos neste momento a começar o processo de sindicalização, a fazer uma campanha e a desenvolver uma petição para que esta seja considerada uma função de desgaste rápido. Queremos que o assunto seja discutido em Assembleia da República, para que haja uma menor carga fiscal e acesso à reforma mais cedo”, disse Pedro Fortunato, um dos membros da comissão instaladora, ao Público.

O STCC foi fundado em Abril, depois de uma reunião dos trabalhadores do setor. O objectivo é o de lutar contra a precariedade, defender melhores condições de trabalho e criar um estatuto de carreira, porque a maioria dos colaboradores destas empresas trabalha com “contratos precários” ou a recibos verdes, adiantou Pedro Fortunato à agência Lusa.

Até ao Natal, a comissão espera ter 200 trabalhadores sindicalizados e já lançou uma petição para que a profissão de operador de call center seja considerada de “desgaste rápido”. Quanto à organização do horário de trabalho, Pedro Fortunato adiantou que um dos objectivos do STCC é lutar para que apenas seis horas sejam de “trabalho em linha”, ocupando as restantes com formação, por exemplo.

As empresas de trabalho temporário são as que mais recrutam funcionários para os call center, segundo a notícia publicada hoje pelo Público. Em 2012, os pedidos de ajuda dos trabalhadores do setor atingiram o número mais baixo desde 2008, 102, menos 20% do que no ano anterior, segundo o relatório anual do Provedor da Ética Empresarial e do Trabalhador Temporário.

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