Um grupo de clientes do Banque Privée Espírito Santo (BPES), o banco de gestão de fortunas que o Grupo Espírito Santo (GES) tem na Suíça, está a ponderar avançar com queixas aos reguladores bancários de vários países contra aquela instituição e ainda contra a Espírito Santo Internacional (ESI), a holding do GES que viu esta terça-feira 12 dos seus 16 administradores baterem com a porta.

A notícia é avançada na edição de quarta-feira do Jornal de Negócios, que falou com aquele que será o promotor deste grupo de investidores, um empresário do ramo imobiliário em Lisboa. Segundo ele, os contactos são, para já, preliminares, mas já estarão na lista empresários do setor têxtil do Norte, que fizeram as suas aplicações financeiras através das sucursais portuguesas do BPES.

Na segunda-feira, soube-se que o BPES estava já em incumprimento, uma vez que não tinha pago uma obrigação no valor de 150 mil euros que expirava no dia 26 de junho. O grupo de investidores que neste momento se está a organizar diz ter sido garantido aos clientes que os produtos subscritos não tinham riscos, pelo que o atraso no reembolso desses investimentos os terá surpreendido.

O grupo, que está também a contactar advogados dispostos a representá-lo junto dos supervisores suíço, português e luxemburguês (a ESI tem sede nesse país), aguardará até ao fim do mês para tomar uma decisão definitiva. Esse foi o prazo dado pelos próprios responsáveis da ESI para a resolução dos problemas financeiros da empresa.