O Estado Islâmico está a lutar com armas norte-americanas que foram apreendidas ao exército iraquiano ou que eram destinadas à oposição ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, de acordo com um relatório divulgado esta segunda-feira em Londres.

De acordo com o estudo ‘Conflict Armament Research’, que baseou a sua análise nas apreensões feitas pelas forças militares curdas aos combatentes da organização fundamentalista sunita Estado Islâmico, existe uma “quantidade significativa” de espingardas de assalto M-16 nas mãos de jihadistas.

O estudo surge poucos dias antes de uma importante comunicação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, marcada para quarta-feira, para apresentar o seu plano de combate ao Estado Islâmico.

“Estou a preparar o país para lidarmos com a ameaça” daquele grupo, disse Obama numa entrevista divulgada no fim de semana pela NBC. “Na quarta-feira vou fazer um discurso e descrever qual será o nosso plano daqui para a frente”, acrescentou.

Poucos dias depois de voltar da cimeira da NATO, que se realizou no País de Gales, Obama disse estar confiante de que será capaz de construir uma coligação internacional para derrubar o Estado Islâmico. “Mas isto não vai ser um anúncio sobre tropas terrestres norte-americanas”, garantiu.

“Isto não é o equivalente à guerra do Iraque. É semelhante às campanhas de combate ao terrorismo que temos vindo a desenvolver de forma consistente ao longo dos últimos cinco, seis, sete anos”, disse Obama.